Pedida a prisão temporária do marido da jornalista assassinada

A polícia pediu, na noite desta quinta-feira, a prisão temporária do taxista Claudionor Almeida de Souza, de 54 anos, sob suspeita de ser o responsável pela morte de sua mulher, a jornalista Sueli Jacinto, de 42 anos, que foi assassinada durante a lua-de-mel, na Praia Grande, litoral sul de São Paulo. Após o casamento no civil, na manhã de segunda-feira, o casal viajou para a Praia Grande, onde ficaria em uma casa alugada na Vila Caiçara. No dia seguinte ela foi encontrada morta. Claudinor contou uma história repleta de pontos duvidosos. Disse que, ao chegarem em seu táxi àquela casa, às 16h30 de segunda, percebeu que havia esquecido os documentos do veículo e retornou de ônibus à capital. Só chegou de volta à Vila Caiçara, à 1h00 da madrugada e encontrou a casa fechada. Procurou pela mulher em hospitais e delegacias. Pela manhã, ele foi com um chaveiro tentar entrar na casa, e encontrou as chaves na garagem. Sueli, além de ser assessora de imprensa do vereador da Câmara paulistana, José Olímpio (PMDB), era produtora de um programa da Rede Mulher. Seu casamento religioso com Claudionor seria no próximo sábado. Eles já viviam juntos, num apartamento em São Paulo, e nesta semana estavam oficializando a união. Ela foi golpeada na cabeça com pau-de-macarrão e martelo de bater carne. Esses objetos estavam ao lado do cadáver juntamente com uma faca de cozinha. A vítima estava com mãos e pés amarrados e tinha uma corda de náilon e uma toalha enrolados no pescoço. O interrogatório de Claudinor durou o dia todo de terça-feira e a madrugada de quarta. Ao amanhecer, o delegado de plantão do 2º DP de Praia Grande afirmou que ainda havia dúvidas sobre sua possível participação no crime. Mas nesta quinta foi decidido pedir sua prisão temporária para evitar que fuja durante as investigações.

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