Pedida prisão do dono da empresa de segurança do show dos Titãs

A Polícia Civil de Campinas, a 90 quilômetros de São Paulo, pediu nesta terça-feira a prisão provisória, por três dias, do proprietário da empresa de segurança contratada para prestar serviço no show do grupo Titãs, na noite de quinta-feira, Flávio Couto. Durante confusão em frente ao ginásio da Unicamp, o jovem Luiz Felipe Fischer, de 17 anos, morreu, atingido por um tiro.Na segunda-feira foi preso provisoriamente outro suspeito, o segurança Marcelo Xavier Costa. Ambos estavam armados e confessaram ter atirado durante a tentativa de um grupo de jovens entrar no local sem pagar ingresso. Os dois afirmaram que fizeram os disparos para o alto.Com Couto foi apreendida uma pistola 380 no dia do crime. Ele disse ter feito quatro disparos. Costa entregou um revólver 38 para a polícia, quando prestou depoimento e revelou ter atirado duas vezes. Ele não tinha porte para a arma. Couto acusa Costa, que nega ter atingido o adolescente. A polícia aguarda agora o resultado da balística que irá apontar de que arma partiu o tiro que atingiu o jovem. O secretário estadual de Segurança Pública, Saulo de Castro Abreu Filho, informou que as empresas de segurança particulares são controladas pela Polícia Federal. Sobre policiais que fazem "bicos" como seguranças, ele afirmou que a prática é irregular, mas que não há punições regulamentadas para isso.Abreu disse que a Secretaria está estudando maneiras de remunerar melhor o policial para que ele não seja obrigado a fazer "bicos" para reforçar o salário.

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