Pedida prisão preventiva de acusado de matar arquiteto

O Ministério Público (MP) pediu nesta quarta-feira a prisão preventiva de Joubert Eduardo de Souza, de 22 anos, acusado do assassinato do arquiteto Rodolfo Gigante Iannuzzi, de 26, morto a tiros em 17 de novembro, em Miguel Pereira, no interior do Estado do Rio de Janeiro.Ele pertence à família Avelino, a quem são atribuídas diversas mortes na região, e responde também por tentativa de homicídio contra Talys Aguiar Moreira e Fabiana Gomes Jordão.O Disque-denúncia oferece recompensa de R$ 30 mil por informações que levem à prisão de Souza, foragido da Justiça. Segundo denúncia do MP, os crimes praticados são hediondos, e o acusado, de alta periculosidade. Dezoito testemunhas foram arroladas.Segundo testemunhas, Souza matou Iannuzzi por volta das 3h30, durante festa à fantasia no Pavilhão da Fenart, no centro de Miguel Pereira, depois de ter visto a vítima conversando com sua ex-namorada Ana Júlia Feijó.Ele primeiro deu um soco no rosto de Iannuzzi e, em seguida, atirou. Na fuga, voltou a disparar, atingindo Talys e Fabiana. De acordo com o MP, Souza cometeu o crime ?por motivo fútil? e Iannuzzi não teve chance de defesa.Amparada no depoimento de Ana Júlia e no exame cadavérico de Iannuzzi e de corpo de delito das outras vítimas, a denúncia, assinada pela promotora Elke Schlesinger, afirma ainda que ?há indícios suficientes de autoria e prova da existência do crime?.?Há necessidade da prisão já que o denunciado demonstra ser uma pessoa de alta periculosidade, até mesmo pela forma brutal em que o delito foi cometido. A sua liberdade pode causar temor à população e tornar impossível que as testemunhas tenham liberdade de contar a verdade sobre o fato?, diz a promotora.

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