Pedida prisão preventiva de Suzane e dos irmãos Cravinhos

O promotor Roberto Tardelli requereu nesta tarde ao presidente do 1º Tribunal do Júri da Capital, Alberto Anderson Filho, a prisão preventiva dos irmãos Daniel e Christian Cravinhos de Paula e Silva e da ex-estudante de direito, Suzane von Richthofen, réus confessos do assassinato do casal Manfred e Marísia von Richthofen.O promotor, responsável pela acusação dos réus, fundamentou seu pedido nas declarações dos irmãos à Rádio Jovem Pan na manhã de ontem, que repercutiu hoje na imprensa.Num dos trechos, Daniel revela que Suzane planejou a morte dos pais dois meses antes e que a intenção dela era matá-los com uma arma de fogo da família. Ele contou ainda, que os dois chegaram a ensaiar o crime, efetuando disparos num dos cantos da casa. Depois desse teste, o uso da arma foi descartado por causa do barulho, que poderia chamar a atenção dos vizinhos na madrugada. O casal, então, foi morto com golpes de um bastão de madeira. Tardelli entendeu que essa revelação revela o quanto Daniel é dissimulado e nocivo para a sociedade. Durante os dois meses, mesmo tendo o plano de morte traçado, o casal conseguiu enganar os familiares, mantendo o convívio em harmonia, sem alteração da rotina doméstica. "Nas entrelinhas de sua entrevista, Daniel parece orgulhar-se de seu talento para dissimular sua intenção homicida. Ele apresenta-se como pessoa metódica, detalhista, paciente, que não se deixa levar por impulsos, o que faz dele um homicida cuidadoso."Para o promotor, a manutenção dos réus em liberdade é expor a Justiça ao riso e à chacota social. "Deixá-los soltos é escarnecer de milhares de criminosos presos, que não tiveram a ousadia e o despudor dos acusados." No entender do promotor, a prisão de Suzane deve ser decretada também porque ela age ao contrário dos irmãos: se escondendo de tudo e de todos. De acordo com o promotor, a Justiça não saberia onde encontrar Suzane para intimá-la para o julgamento, pois desconhece seu paradeiro, o que em sua opinião, caracteriza situação de fuga. "Quem pretendia levar uma vida solta e farta, quem manipulou impiedosamente o irmão, conseguiu manter-se acolhida por aqueles cujas mortes tramava, não está a flagelar-se, não", declarou o promotor.

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