Pedida prorrogação da prisão de 4 soldados investigados no Rio

Objetivo é impedir que liberdade atrapalhe investigação; Justiça também determinou saída do Exército do morro

Talita Figueiredo, O Estado de S.Paulo

18 de junho de 2008 | 20h13

O encarregado do Inquérito Policial Militar aberto no Comando Militar do Leste para apurar o envolvimento de militares na morte dos três jovens do Morro da Providência, identificado apenas como capitão Peçanha, pediu nesta quarta-feira, 18, a prisão preventiva por mais dez dias de quatro militares investigados, informou o Ministério Público Militar. A promotora militar Evelize Jourdan Covas Valle, que acompanha o inquérito, opinou favoravelmente pelo pedido, que deverá ser apreciado nesta quinta-feira, 19, na Justiça Militar. A Justiça também determinou que o Exército se retire da comunidade, já que ele vem atuando como a Polícia Militar, o que é inconstitucional.  Veja também:Justiça determina a saída do Exército do Morro da ProvidênciaExército sabia da rivalidade entre morros do Rio, diz relatórioCâmara quer que Jobim explique morte de jovens Lula defende reparação para família das vítimas Defesa quer novo depoimento de sargento acusado Militares culpam tenente por mortes no Rio Opine: o Exército pode cuidar da segurança pública?   O pedido de prisão para o 2º tenente Vinícius Ghidetti, 3º sargento Leandro Maia Bueno e os soldados José Ricardo Rodrigues de Araújo e Fabiano Eloi dos Santos tem por objetivo impedir que a liberdade deles prejudique a investigação. Os quatro, além de outros dois sargentos e cinco soldados, já estão presos no 1º Batalhão de Policiamento do Exército, na Tijuca, zona norte do Rio, desde domingo por determinação do Tribunal de Justiça, que atendeu também a pedido de prisão preventiva por dez dias feito pelo delegado Ricardo Dominguez, que apura o crime.

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