Pedreiro é preso após matar a mulher e duas filhas no Rio

O pedreiro Carlos Alberto dos Santos, de 36 anos, foi preso no início da madrugada desta quarta-feira, 21, por ser o principal suspeito de ter matado a facadas e machadadas a mulher, Alessandra Pereira, de 28 anos, e duas filhas, Ellen, de 4, e Raíssa, de 1 ano e 4 meses. Ele foi preso no Distrito de Santíssimo, zona oeste da capital fluminense, por ter esfaqueado a família no final da noite de terça-feira, na casa onde moravam, no bairro de Serra Alta.O sogro, Antônio Vicente do Carmo, de 52 anos, e a filha mais velha do casal, Emily, de 9 anos, foram internados e continuavam em estado grave até o começo da tarde desta quarta-feira. Ele foi preso em flagrante pela polícia, que o encontrou nu, muito machucado e prestes a ser amarrado num postes por vizinhos que queriam linchá-lo. Os dois sobreviventes e o suposto agressor estão internados no Hospital Rocha Faria, em Campo Grande.Vizinhos escutaram os gritos e foram até a casa, mas o assassino já havia fugido. Alessandra e Elen já estavam mortas. Antonio e as outras duas filhas do pedreiro foram levados para o pronto-socorro do Hospital Rocha Faria, mas Emlyn não resistiu aos ferimentos e morreu.LocalizaçãoUsando um cão farejador, os moradores do bairro começaram as buscas ao criminoso que, segundo testemunhas, teria fugido por um matagal. Uma hora depois do crime, Carlos Alberto foi localizado pelo grupo no campo de futebol Beira-Rio, ainda em Santíssimo, onde foi vítima de tentativa de linchamento. No momento em que policiais militares do Regimento de Polícia Montada (RPMont) faziam patrulhamento também atrás do assassino, encontraram Carlos Alberto, que estava nu, muito machucado e prestes a ser amarrado num poste. Encaminhado ao mesmo hospital para onde foram suas vítimas, o pedreiro foi medicado e liberado.Segundo a vizinhança, o pedreiro sempre foi muito amigável com todos, trabalhador e não tinha o hábito de beber. Segundo a polícia, ele poderá responder por homicídios triplamente qualificados e ser condenado a até 30 anos de prisão, pena máxima prevista pela legislação brasileira.Texto alterado às 15 horas do dia 21 de fevereiro para correção de informações. Ao contrário do que foi informado originalmente, Emily, de 9 anos, e não a mais nova, sobreviveu aos ferimentos.

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