Pedreiro sobrevive a queda de 36 metros e recebe alta do hospital

Queda aconteceu entre o 21º e o 8º andar da construção pelo fosso do elevador

Julio Cesar Lima - especial para O Estado de S. Paulo,

21 Agosto 2012 | 16h59

CURITIBA - Depois de provocar uma situação inusitada na segunda-feira, 20, quando despencou de uma altura de 36 metros em uma obra na rua Euclides da Cunha, no bairro Bigorrilho, em Curitiba, Paraná, e sobreviveu, o pedreiro Everson do Espírito Santo, 30, deixou o Hospital Evangélico, onde permaneceu internado, caminhando e sem ferimentos graves, apenas escoriações no rosto.

A queda aconteceu entre o 21º e o 8º andar da construção, pelo fosso do elevador e um dos fatores que pode ter colaborado para sua sobrevivência foram os andaimes que amorteceram a queda. Após o acidente, a obra passará por uma vistoria, haja vista que Everson, segundo testemunhas, não utilizava equipamentos de segurança.

Conforme a opinião do médico André Argenta, em entrevista à rede RPC, o pedreiro sobreviveu ou não teve problemas mais graves por causa do amortecimento provocado pelos andaimes, que foram se quebrando conforme a queda de Everson, até que encontrou um mais resistente no oitavo andar. "Se fosse uma queda livre de 36 metros não sei se ele chegaria vivo", disse.

Sobre o quadro clínico, Argenta não apontou problemas no pedreiro. "Não há nenhuma queixa, no tórax, abdômen, os exames não mostraram nada, nenhum tipo de alterações", concluiu.

Everson trabalhava normalmente, conta, quando foi passar por cima do fosso do elevador. A proteção quebrou e ele começou a cair. "Só senti na hora em que parei naquele (andaime) que não quebrou, que segurou eu. Aí eu saí e nessa hora, ainda meio tonto veio um pedreiro que me ajudou a sair", afirmou.

Everson considerou o fato como um milagre e creditou isso ao seu nome. "O Espírito Santo me salvou, só podia ser".

Está prevista também uma visita do Ministério do Trabalho ao local para checar as condições dos trabalhadores e a segurança na obra. Além disso, será questionado se a empresa possui o Programa de Controle do Meio Ambiente de Trabalho, item que é obrigatório no setor.

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