Pedrinho visita pais biológicos em Brasília

Depois do choque de saber pela imprensa da decretação da prisão preventiva de sua mãe adotiva, Vilma Martins, Pedrinho atendeu ao pedido dos pais biológicos e veio para Brasília. Seu pai, Jayro Tapajós, afirma que, desde quarta-feira à noite, quando chegou, Pedrinho não toca no assunto do pedido de prisão ou no fato de Vilma estar foragida. "Ele fica quieto quando falamos qualquer coisa. É um direito dele." Pedrinho tem passeado pela cidade, foi ao cinema e ao shopping com os primos. "Foi ótimo ter vindo. Queríamos preservá-lo do assédio que retorna quando há um fato novo nessa história." O jovem fica na cidade até domingo.A prisão preventiva de Vilma foi decretada quarta-feira pelo juiz da 10.ª Vara Criminal de Goiânia. Ela é acusada pelo seqüestro, há 17 anos, de Pedrinho, ou Pedro Braules Junior, e por tê-lo registrado como Osvaldo Borges Junior.Pedrinho aparenta gostar de Brasília e pensa na possibilidade de se mudar para a cidade no próximo ano. "Ele vai prestar vestibular para Direito. Há uma boa oferta de faculdades aqui e vamos ver o que ele decide." Tapajós diz que, nos últimos meses, Pedrinho passa por uma fase de crescente aproximação da família. Atendendo a um pedido dos pais, ele deixou a casa de Vilma domingo e se mudou para a casa de um amigo, em Goiânia.Tapajós acha difícil recuperar os 16 anos perdidos. "Espero que as histórias que agora surgem sirvam de exemplo." Para ele, se maternidades tivessem consciência do drama vivido pelos pais, haveria maior controle no registro. O mesmo se aplicaria aos cartórios. "As pessoas declaram o que querem. Não há mecanismos de controle." Tapajós pretende, depois de se aposentar, trabalhar em uma entidade que cuida de crianças perdidas. "Quero evitar que um sofrimento como o meu aconteça em outras famílias."

Agencia Estado,

02 de maio de 2003 | 21h19

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