Pela 7ª vez na semana, avenida de São Luís é bloqueada por manifestantes

Em outro protesto, grupo interdita a BR-135, ateando fogo a pneus e galhos de árvores

Ernesto Batista, Especial para o Estado

28 de junho de 2013 | 10h06

SÃO LUÍS - Manifestantes interditaram duas das principais avenidas de São Luís na manhã desta sexta-feira, 28: a Avenida dos Portugueses, que foi boqueada pela sétima vez esta semana, e a Avenida Guajajaras, no retorno do Tirirical, fechado pela terceira vez desde o início dos protestos na capital maranhense, no último dia 19. A BR-135 está interditada no ponto de ligação da ilha com o continente.

Na Avenida dos Portugueses, estudantes da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), de escolas estaduais e moradores dos 56 bairros da área Itaqui Bacanga organizaram uma passeata que saiu da Praça do Anjo da Guarda e seguirá para a Câmara de Vereadores.

Na pauta de reivindicações do grupo, 12 pontos com questões como segurança, mobilidade urbana, transporte público, saneamento básico, saúde e educação. Em nota, a organização do movimento #vempraruaitaquibacanga afirmou que não é intenção interditar a avenida.

Na saída da cidade - na conjunção entre a BR-135, única ligação por terra de São Luís com o continente, e a Avenida Guajajaras -, cerca de 1 mil manifestantes, quase todos moradores dos bairros que ficam ao longo da rodovia federal, interditaram parcialmente a via, porém, o trânsito ainda flui, apesar de estar lento.

Mais à frente, já próximo à Ponte do Estreito dos Mosquitos, moradores dos povoados de Maracanã e do Quebra Pote interditam totalmente a rodovia federal. Nos dois pontos de interdição, os manifestantes atearam fogo em pneus e galhos de árvore. A Polícia Rodoviária Federal acompanha os protestos na BR-135.

Beijaço. Para a tarde desta sexta-feira, estão previstas mais duas manifestações: "Estamos vencendo - ato 6", puxado pelo movimento #vempraruasãoluís, que protestará contra o que consideram "truculência" da polícia na repressão das manifestações na capital, e o beijaço "Enquanto eles batem, a gente beija", organizado pelo movimento Marcha das Vadias, na Praça Nauro Machado, no centro histórico de São Luís. Os manifestantes pedem ainda a saída do deputado Marco Feliciano da Comissão de Direitos Humanos da Câmara.

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