Pela paz, Santos servirá sopão em frente ao McDonald´s

Os principais sindicatos de Santos decidiram hoje como será a manifestação pela paz programada para a sexta-feira: haverá uma passeata por uma das avenidas principaisda cidade, terminando em frente a uma lanchonete McDonald´s, onde será servido um sopão para as pessoas que passam fome. Mais: a campanha deverá atingir a Coca-Cola, com a recomendação para que o refrigerante não seja consumido naquele dia. O protesto deverá chegar ao porto, com o boicote à movimentação de cargas norte-americanas e inglesas. Está programa também passeata na Cosipa, a maior siderúrgica do Estado.Na quinta-feira, haverá outra reunião e os sindicalistas começaram hoje a contatar as entidades representativas dacomunidade para adesão ao movimento. O presidente do Sindicato dos Urbanitários, Marcos Sérgio Duarte, revelou que o apoio à manifestação está crescendo e o objetivo é a participação de todos os segmentos da sociedade."Todos que se chocam contra a decisão de Bush e Blair emfazer a guerra, conduzindo o processo como estão fazendo, devem aderir ao movimento, que é um recado que a sociedade dá pela paz", disse o dirigente sindical.Duarte explicou que a decisão se servir o sopão para osfamintos em frente ao McDonald´s é para mostrar que "a fome e a miséria são problemas maiores que os interesses econômicos dos Estados Unidos". Com essa manifestação em frente à lanchonete e o boicote ao refrigerante Coca-Cola, os trabalhadores pretendem atingir dois ícones da economia norte-americana. "São símbolos fortes e a manifestação também será expressiva, especialmente seelas se repetirem em outras cidades", comentou.A Intersindical Portuária, que reúne os sindicatos de trabalhadores do porto de Santos, o maior da América Latina, apóia o movimento e definirá na sexta-feira qual será a participação dos portuários no protesto. O objetivo é promover o boicote à movimentação de cargas norte-americanas e inglesas. "Estamos ouvindo as bases para definir nossa participação nessa luta pela paz", informou o secretário-geral da entidade, Nelson Mattos.Já os metalúrgicos decidiram realizar uma passeata nasexta-feira na Cosipa, a maior siderúrgica paulista. "Não temos o objetivo de parar a produção, mas sim deixar clara a posição da categoria contra a guerra", explicou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Uriel Villas Boas. O movimento deverá ocorrer durante a troca de turno dostrabalhadores. O dirigente entende que o movimento não pode ficar restrito apenas à sexta-feira. "Temos que lutar sempre contra essa guerra", disse.

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