Pelo menos 14 policiais foram mortos nos ataques, afirma secretário

Em entrevista coletiva concedida no Comando Geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo, na região central da capital paulista, o secretário estadual de Segurança Pública, Saulo de Castro Abreu Filho, afirmou que os ataques às bases e carros da PM e delegacias da capital, Grande São Paulo e litoral, ocorridos entre a noite de sexta-feira e madrugada deste sábado, deixaram até agora um número de 14 policiais mortos e outros 15 feridos. Três cidadãos comuns foram feridos por balas perdidas e seis bandidos mortos nos confrontos. Quinze criminosos estão detidos. Ao ser indagado sobre a ligação dos criminosos que realizaram os ataques com os que estão presos no sistema carcerário, que fariam parte da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), o secretário alegou que esses ataques são "uma reação dos bandidos ao trabalho da polícia". "Quando batemos de frente contra o crime é isso mesmo que acontece. A situação só ficaria acomodada caso nós não enfrentássemos de frente os bandidos e compactuássemos com eles. Inclusive, todos os líderes (do PCC) estão presos. O objetivo desses bandidos é movimentar a mídia e tentar passar uma sensação de insegurança. Esse número de policiais mortos não é o definitivo pode mudar".Sobre o combate a esse tipo de ação dos criminosos e às rebeliões que ocorrem em Avaré e Iaras, Interior do Estado, o secretário de Administração Penitenciária de São Paulo, Nagashi Furukawa, tomou a mesma linha de raciocino. "Como disse há pouco o secretário de Segurança Pública, existem muitos ´nóias´, pessoas que devem para essas que estão presas e recebem ordem por aí para atirar tresloucadamente. Isso vai parar, tem de parar".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.