Pelo País, portos, hospitais e refinarias podem parar

Principais capitais terão manifestações lideradas pelas centrais sindicais no Dia Nacional de Lutas; rodovias terão bloqueios

O Estado de S. Paulo,

10 Julho 2013 | 23h16

Organizações sindicais de todo o País vão aderir à greve geral e prometem parar capitais como Porto Alegre, Salvador e Manaus. Portos, indústrias, comércios e até hospitais terão as atividades suspensas nesta quinta-feira, 11.

Em Pernambuco, três vias que dão acesso ao Complexo Industrial e Portuário de Suape, em Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife, serão fechadas. Na área, há 150 empresas e 75 mil trabalhadores. A meta é parar o porto com “piquetes democráticos”, diz Ricardo Marques, da Força Sindical.

O Hospital de Clínicas de Curitiba será paralisado a partir das 6h30. Somente serão realizados atendimentos de emergência. No Paraná, haverá bloqueios nas Rodovias BR-277 e BR-376 a partir das 8h. Volvo, Volkswagen e Renault serão palco de protestos.

Na Bahia, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) terá as atividades focadas no setor de transportes. “Até que os ônibus voltem a circular (em Salvador), já serão 9h. A maioria dos trabalhadores não vai ficar esperando das 5h às 9h para ir trabalhar”, diz Cedro Costa, presidente CUT-BA. Haverá atos na BR-324, que liga Salvador a Feira de Santana, e BR-101, que cruza o Estado. Manifestações devem afetar os Polos Industriais de Camaçari e de Aratu.

Em Porto Alegre, o movimento vai parar 50% das linhas de ônibus, por ordem da Justiça. O Sindicato dos Caminhoneiros orientou filiados a ficarem em casa. Professores de escolas públicas e particulares também devem parar no Rio Grande do Sul. Em Porto Alegre, haverá manifestação na frente do Palácio Piratini, às 11 horas.

Professores, profissionais da saúde e bancários vão cruzar os braços em Minas. Metalúrgicos vão paralisar as fábricas por 24 horas em Belo Horizonte. Os petroleiros vão interromper as atividades na Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim.

No Espírito Santo, as atividades estão concentradas na frente da Assembleia Legislativa, em Vitória, com a adesão de servidores da saúde, trabalhadores da construção civil, bancários e funcionário da Justiça. Em Manaus, as centrais sindicais confirmaram greve de operários, professores, trabalhadores do transporte e estudantes.

Também haverá protestos em Sorocaba e Taubaté, onde 10 mil metalúrgicos vão participar dos atos. Petroleiros da Refinaria Henrique Lages (Revap), em São José dos Campos, serão impedidos de entrar por 24 horas. Na Via Dutra, haverá manifestações, mas os pontos de bloqueio não foram informados.

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