Tiziana Fabi/AFP
Tiziana Fabi/AFP

Pena de morte é medida 'desumana que humilha a dignidade', diz papa

Na avaliação de Francisco, por mais grave que seja o crime cometido, a prática é inadmissível e é contrária ao Evangelho

O Estado de S.Paulo

11 Outubro 2017 | 19h13

CIDADE DO VATICANO - O papa Francisco criticou veementemente nesta quarta-feira, 11, no Vaticano as condenações à pena de morte e afirmou que é inadmissível a aplicação de uma "medida desumana que humilha a dignidade pessoal".

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"Deve-se afirmar com força que a condenação à pena de morte é uma medida desumana que humilha a dignidade pessoal", disse ele aos participantes de um evento promovido pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização.

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O papa defendeu que a pena de morte atenta contra a dignidade humana e é contrária ao Evangelho.

"Decide-se voluntariamente suprimir uma vida humana, que é sempre sagrada aos olhos do Criador, e da qual Deus, em última instância, é o único juiz. Nenhum homem, nem um criminoso, pode perder a sua dignidade pessoal. Ninguém pode tirar não só a vida como a possibilidade de uma redenção moral e existencial que seja em favor da comunidade", destacou.

De acordo com o pontífice, por muito grave que seja o crime cometido, "a pena de morte é inadmissível". / EFE

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