Perdas de água em São Paulo atingem 17%

A solução para evitar o colapso no abastecimento de água na Grande São Paulo é investir em planejamento e obras, programas de recuperação de perdas na rede de distribuição e em projetos que incentivem o uso racional por parte da população. A recomendação é de especialistas na área de recursos hídricos, como o presidente da Associação dos Engenheiros da Sabesp, Cid Barbosa Lima Júnior, o diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente (Sintaema) do Estado, João Pedro Apolinário, e a diretora de Meio Ambiente da Secretaria Municipal de Habitação e Meio Ambiente de São Bernardo do Campo, Sonia Maria de Lima. A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) informa que já tem em andamento os Programas de Racionalização do Uso da Água e de Recuperação de Perdas. A empresa trabalha com uma estimativa de perda de 17% da produção de água, por conta de vazamentos e defeitos na rede de distribuição. Lima Júnior afirma que a Sabesp investiu R$ 500 milhões de 1996 a 1998 no Programa Metropolitano de Água (plano de obras para dinamizar o desempenho do sistema). Para ele, isso melhorou a situação. "O problema é que não há água para abastecer tantas pessoas", justificou. Apolinário, que é membro do Conselho Estadual de Recursos Hídricos, prega a necessidade de planejamento e mais obras, que permitam mais capacidade de reservação de água. Hoje, a Sabesp opera no limite, porque os 63 metros cúbicos por segundo, produzidos na Grande São Paulo, são totalmente consumidos. Apolinário acrescenta que o problema vai além da área de atuação da Sabesp, porque envolve a ocupação irregular do solo e desmatamento em áreas de mananciais.

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