`Perdôo, mas quero meus direitos´, diz mulher agredida no RJ

Polícia diz que agressores participaram de briga após o espancamento; pai de acusado afirma que Sirlei é ` mais frágil por ser mulher e por isso fica roxa´

Agencia Estado

27 de junho de 2007 | 14h51

Sirlei Dias Carvalho Pinto, empregada doméstica de 32 anos, que foi espancada por cinco jovens no Rio, afirmou na terça-feira, 26, que perdoou os agressores "como ser humano". "Mas vou cobrar na Justiça o que tenho direito", disse. Enquanto isso, o empresário Ludovico Ramalho Bruno, pai de Rubens, um dos agressores, afirmou aos jornalistas que "Sirlei é mais frágil por ser mulher e por isso fica roxa com apenas uma encostada". Ele defendeu os agressores, chamando-os de "crianças".Na terça, a Justiça prorrogou por dez dias a prisão temporária dos cinco acusados pelo espancamento. A polícia procura mais um rapaz, chamado Artur, que estava no carro e pode ter participado da agressão, que aconteceu na madrugada de sábado, 23, na Barra da Tijuca, na zona sul do Rio de Janeiro."O cinismo deles (acusados) é impressionante. Agora, negam tudo", disse o delegado-titular da 16ª Delegacia de Polícia (Barra), Carlos Alberto Nogueira Pinto. Segundo ele, o grupo "pensou que não ficaria preso" e agora os jovens se acusam mutuamente. Eles não irão para celas especiais por não ter diplomas universitários, mas devem ficar isolados dos demais detentos. Segundo a polícia, após espancar a doméstica os acusados brigaram com um grupo rival de jovens de outro condomínio.Na terça, Sirlei reconheceu os estudantes Rubens Arruda Bruno, de 19 anos, Felippe de Macedo Nery Neto, de 20, Júlio Junqueira, de 21, e Rodrigo Baçalo, de 21, como seus agressores. Segundo a doméstica, o técnico de informática Leonardo Andrade, de 19, ficou apenas "rindo e debochando" dela.O reconhecimento seria feito através de um vidro, mas Sirlei encontrou dois agressores no corredor da delegacia. "Foi horrível. Vi o filme passando de novo na minha cabeça e chorei", desabafou. Marcus Fontenele, advogado de Sirlei, anunciou que, além da ação na esfera criminal contra os jovens, pedirá indenização por danos morais e materiais à vítima.Nesta quarta-feira, 27, deve prestar depoimento o taxista que anotou a placa do carro de Felippe Netto e entregou ao porteiro do prédio onde Sirlei trabalha. A polícia tenta identificar uma mulher que também teria sido agredida no ponto de ônibus.

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