Pereira diz à CPI que 'na Anac, pessoas têm que ser técnicas'

Anac, no lugar do Departamento de Aviação Civil, não alterou fiscalização, diz ex-presidente da Infraero

16 de agosto de 2007 | 12h42

O ex-presidente da Empresa Brasileira de infra-estrutura Aeroportuária (Infraero), brigadeiro José Carlos Pereira, afirmou nesta quinta-feira, 16, em depoimento à CPI do Apagão Aéreo do Senado que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), precisa de pessoas técnicas. "Reconheço que a Anac deve ter tido problemas incontáveis para comandar, sem conhecimento técnico", afirmou aos senadores, que ouvem, ao mesmo tempo, Denise Abreu, diretora da Anac. Pereira afirmou que sempre foi contra a militarização do setor aéreo, que precisa ser mais "democratizado", segundo ele. O ex-presidente da Infraero afirmou que o espaço aéreo é utilizado por todos e que há a necessidade de integração do sistema, mas ponderou que a "administração deve ser separada." Segundo ele, após a extinção do Departamento de Aviação Civil (DAC), que deu lugar à Anac, as mesmas pessoas continuaram comandando fiscalização às empresas aéreas. "Não acredito na eficácia de diretorias colegiais, onde todas as pessoas tem a mesma autoridade e nada pode ser feito", afirmou.

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