Pereira diz que não tinha autoridade sobre o tráfego aéreo

Ex-presidente da Infraero diz que não sabia o que estava acontecendo nos quartéis durante o motim de controladores

16 de agosto de 2007 | 14h56

O ex-presidente da Empresa Brasileira de infra-estrutura Aeroportuária (Infraero), brigadeiro José Carlos Pereira, afirmou que não tinha nenhuma autoridade sobre o controle do tráfego aéreo do País na ocasião do acidente da Gol, em 29 de setembro de 2006, quando 154 pessoas morreram. Em depoimento à CPI do Apagão Aéreo do Senado, Pereira afirmou que "no motim dos controladores não tinha a menor idéia do que estava acontecendo nos quartéis" - o motim aconteceu em 30 de março deste ano. Já em relação ao acidente da TAM, em 17 de julho deste ano, que causou a morte de 199 pessoas, Pereira afirmou que as medidas que poderia tomar para antecipação de infra-estrutura foram tomadas. "Por várias vezes nós interrompemos vôo por segurança. No dia do acidente, aquela pista estava perfeita", afirmou. O ex-presidente da Infraero afirmou que se um novo acidente acontecer no País, a cúpula do setor aéreo será tratada como "criminosa". Segundo ele, "o problema é que um acidente aéreo não pode se repetir. O acidente da TAM é repetitivo. Acidentes sempre acontecem, mas eles não podem ser repetitivos."

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