Pereira diz que reabertura da pista de Congonhas teve falha

Ex-presidente da Infraero diz que havia data e hora para a pista reabrir e que falha foi "burocrática"

16 de agosto de 2007 | 13h24

José Carlos Pereira, ex-presidente da Empresa Brasileira de infra-estrutura Aeroportuária (Infraero), afirmou que houve um falha burocrática na reabertura da pista principal do Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, após o acidente com o vôo 3054 da TAM. "O que ocorreu foi uma falha burocrática", afirmou Pereira aos senadores da CPI do Apagão Aéreo nesta quinta-feira, 16.   "Essa divergência nasceu porque muitas pessoas achavam que havia tido uma falha da Anac com o notan (Notice To Airmen, em inglês, o documento que autoriza o funcionamento da pista)", afirmou Pereira. "Não houve discussão. O que houve foi um problema de coordenação. Nós tínhamos acertado dia e hora para reabrir a pista. Depois do prazo previsto reabrimos a pista e autorizamos um pouso", disse.   Questionado sobre a "caixa-preta" da diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Denise Abreu, a quem fez críticas após o acidente do dia 17 de julho, Pereira foi cauteloso e afirmou que nunca tinha dito que era preciso "abrir a caixa-preta" de Denisa.   O ex-presidente da Infraero afirmou que após o acidente da TAM, que deixou 199 pessoas mortas após uma tentativa frustrada de pouso em Congonhas, ele foi de avião para São Paulo com a Infraero e a aeronáutica. "Fui de helicóptero para Congonhas e lá não havia nada a fazer", contou aos senadores.   "O que poderia ser feito estava sendo feito. Quis ver as fitas e passar para o ministro da Defesa. Conversamos com a Anac e interditamos a pista. E a pista permaneceu interditada para perícia. Durante todo esse período nós e a Anac desenvolvemos um diálogo normal", afirmou Pereira.              

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