Perfil do cientista político suíço Ronald Dreyer

Ronald Dreyer já havia trabalho em zonas de guerra nos Bálcãs e na África, sobrevivendo a situação delicadas e liderando missões de paz da ONU. Mas o destino foi irônico com o suíço de 59 anos. Ele estava no voo da Air France que fazia o trajeto entre o Rio de Janeiro e Paris. O cientista político era funcionário do Ministério das Relações Exteriores da Suíça, onde era o responsável pelos temas relacionadas com a violência armada. Dreyer ocupava um posto chave na missão da Suíça na ONU.

Jamil Chade, O Estado de S.Paulo

03 de junho de 2009 | 15h53

 

O suíço já havia atuado em missões de paz na Angola, Moçambique e El Salvador. Entre 1996 e 2002, atuou como diretor regional da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) na Bósnia, além de atuar no Kosovo. Ele ainda trabalhou para a ONU em uma das regiões mais instáveis do mundo.

 

Em um recente artigo, o suíço explicou porque é que tinha optado ir para alguns dos lugares mais perigosos do mundo. "O trabalho pela paz num ambiente internacional compensa o suposto luxo de que desfrutaríamos se ficássemos todos na segura Suíça", escreveu Dreyer.

 

Ao Brasil, ele havia ido em uma viagem privada. O governo suíço, porém, continua se recusando a confirmar os nomes das vítimas. "Entre os 216 passageiros do avião da Air France, acidentado em 1º de junho, encontravam-se também seis cidadãos suíços", se limita a dizer o governo, em uma nota. Apesar de não divulgar os nomes dos envolvidos no acidente, o governo suíço iniciou a coleta de amostras de DNA de parentes para que as vítimas possam ser eventualmente identificadas.

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