Reprodução/Twitter
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Perícia aponta que jogador Daniel morreu por causa de corte no pescoço

Laudo do IML foi entregue ao Ministério Público. Sete pessoas estão presas por suspeitas de ligação com o crime

Julio Cesar Lima, Especial para o Estado

22 Novembro 2018 | 19h21

CURITIBA - As perícias realizadas pelo Instituto de Criminalística e pelo Instituto Médico Legal (IML) apontaram que o jogador Daniel Corrêa de Freitas, de 24 anos, morreu por causa de um profundo corte em seu pescoço e que foi arrastado por pelo menos 20 metros do porta-malas do carro onde foi jogado até a plantação de pinus, na Colônia Mergulhão, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Os laudos serão anexados ao inquérito, entregue ao Ministério Público na tarde quarta-feira, 21.

Segundo o diretor do IML, Paulino Pastre, há evidência de que os cortes foram feitos com instrumentos bem afiados. “Mostra que foi utilizado instrumento cortante altamente afiado e que impregnou lesões bem severas e profundas cortando a musculatura cervical profundamente e na região genital também fazendo um corte de bordas lisas e perfeitas de forma tal que foi um instrumento afiado”, disse à Rádio BandNews.

Já o delegado Amadeu Trevisan, responsável pelas investigações, afirmou que a perícia também mostrou que o corpo de Daniel teve seu corpo arrastado por mais de uma pessoa. “Ele foi agredido violentamente e no local (onde encontraram o corpo)  mostraram que foi levado por pelo menos duas pessoas por 20 metros. Os outros que estavam no carro podem ter ajudado. Quando Daniel foi tirado ele teve ajuda, possivelmente dos três que estavam juntos, ao menos um dos três”, avaliou.

Foram indiciados pelos crimes o empresário Edison Brittes, sua mulher Cristiana, sua filha Allana, e os jovens Eduardo da Silva, Ygor King, David Willian da Silva e Eduardo Purkote. Todos estão presos.

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