Perícia do IML confirma suicídio de serial killer de Luziânia

Segundo órgão de Goiânia, não havia marcas de perfuração no corpo do pedreiro, e exame toxicológico não constatou ingestão de substâncias; Corregedoria da Polícia Civil investiga morte

estadão.com.br

19 de abril de 2010 | 14h43

SÃO PAULO - O Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia (GO) informou nesta segunda-feira, 19, que a perícia realizada no corpo do pedreiro Adimar Jesus da Silva constatou "morte por asfixia." Ele foi encontrado morto na cela onde estava preso na Delegacia de Repressão a Narcóticos (Denarc) no domingo. O pedreiro confessou ter matado seis jovens em Luziânia, cidade goiana no Entorno do Distrito Federal.

 

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linkA dor da mãe de uma vítima do serial killer

 

Segundo o IML, não havia no corpo do pedreiro marcas de perfuração. Além disso, o exame toxicológico não constatou a ingestão de nenhuma substância. O laudo oficial deve ficar pronto em dez dias e o corpo deve ser liberado para a família em dois ou três dias.

 

A Corregedoria da Polícia Civil de Goiás investiga a morte do pedreiro, com o acompanhamento do Ministério Público do Estado. Nesta segunda-feira, outros presos e policiais estão sendo ouvidos. Vídeos do circuito interno de tevê também devem ser anexados à investigação.

 

A Polícia Civil informou que ele se enforcou com uma corda improvisada com tecido de colchão, oito dias após confessar o assassinato dos jovens. De acordo com a delegada titular da Denarc, Renata Cheim, eram 12h45 quando outros presos da delegacia pediram que os policiais fossem à carceragem.

 

Os detentos, que ocupam uma cela vizinha ao cubículo de 3 metros quadrados onde Adimar estava isolado, tinham acabado de ter uma longa conversa com o pedreiro. Encostado na grade da cela, Adimar contara, friamente, detalhes dos assassinatos. De repente, parou de falar e ligou o chuveiro.

 

O repentino silêncio do pedreiro e o som da água batendo direto no chão, ecoando no corredor onde minutos antes se ouvia o relato do serial killer, chamaram a atenção dos 12 detentos da cela próxima. Assim que os plantonistas chegaram, encontraram o corpo do preso.

 

Adimar estava dependurado na grade da pequena janela da cela. Para se enforcar, disse a delegada, o pedreiro usou o viés do colchão que lhe fora entregue ao chegar à carceragem.

 

Pelos relatos que a delegada ouviu dos presos, Adimar começou a planejar o suicídio na véspera. Os detentos disseram ter ouvido um barulho diferente no sábado. Depreenderam que ele estava rasgando tecido. Um investigador contou ao Estado que um dos detentos perguntou a Adimar o que ele estava fazendo e se estava pensando em se matar. O pedreiro negou.

 

A delegada afirmou que a última pessoa a entrar na cela antes de o corpo ser encontrado foi o entregador de marmitas, acompanhado de um carcereiro.

 

(Com Agência Brasil e Agência Estado)

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