Perícia impede PF de confirmar origem dos R$ 418 mil

Detalhes de perícia técnica impedem a Polícia Federal de afirmar que os R$ 418 mil encontrados em uma casa em um conjunto habitacional na zona norte de Natal fazem parte dos R$ 164 milhões furtados no prédio do Banco Central, em Fortaleza, há um ano. A Polícia Federal assumiu na quarta-feira, 2, a condução das investigações sobre a origem do dinheiro.No sábado, 29, três garotos moradores no bairro encontraram mais de R$ 82 mil em um saco, dentro da casa abandonada. Horas depois, foram descobertos outros R$ 336 mil. Além dos meninos e dos policiais civis, um policial militar e vizinhos, da Rua Praia Grande, tiveram contato com as notas. Mais de uma dezena de pessoas envolvidas com o caso devem prestar depoimento aos federais. "A perícia técnica no local está muito prejudicada, muita gente teve acesso à casa e o trabalho científico fica mais difícil, somente por isso não podemos ainda afirmar categoricamente que o dinheiro é do Banco Central, só por causa dessa dificuldade", comenta Rômulo Berrêdo, delegado de Regional de Combate ao Crime Organizado da PF no Rio Grande do Norte.Berrêdo auxilia o delegado especial do Departamento de Polícia Federal, Antonio Celso dos Santos, que investiga o crime praticado no Ceará desde o começo. Antonio Celso insiste em fazer pessoalmente as investigações em Natal e tem convicção de que o dinheiro é mesmo do Banco Central."A investigação é compartimentada e nós não temos acesso a tudo que é produzido no trabalho do delegado Antonio Celso, tem informações muito particulares", diz Berrêdo, ao explicar que sua atuação tem como alvo desvendar a ponta da organização criminosa, relacionada ao caso, no Rio Grande do Norte. "Estamos tratando da burocracia e identificando todos (que tiveram contato com o dinheiro ou sejam testemunhas) que serão ouvidos". Os R$ 418 mil ainda não foram depositados em conta judicial.

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