Perigo no Metrô

Num sábado chuvoso do mês passado, dia 6/9, fui à estação de Metrô Liberdade, às 18 horas. Sou sexagenária e me apoiei no corrimão. Ele estava molhado, minha mão escorregou e eu levei um tombo. Rolei pela escada e tive uma distensão do trapézio e escoriações na perna. Os degraus das escadas estão com as tiras antiderrapantes gastas e o corrimão não ajuda quando está molhado. CLARICE CASTRO Mogi das Cruzes O Metrô esclarece que, quando informado, o quadro operativo está habilitado para atendimento a eventuais vítimas de mal-estar ou acidente, prestando os primeiros socorros e providenciando a remoção, caso necessária, para os prontos-socorros municipais, uma vez que os atendimentos médicos devem ser prestados por profissionais da área da saúde. O encaminhamento é imediato, se observada a necessidade ou quando informado pelo passageiro, o que não foi o caso. Não consta registro da ocorrência citada. O espaço mencionado fica em local considerado seguro, em área externa e descoberta provida de escada com piso áspero, aderente, faixa antiderrapante nos degraus e corrimão tubular. Também há um elevador para uso de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, como idosos, gestantes ou pessoas com carrinho de bebê. Há uma obra na praça junto à estação para adequar o piso, os acessos ao Metrô e as escadarias. Serão instaladas placas de granito flameado (granito rugoso que dificulta a derrapagem) nos degraus das escadas fixas e com faixas antiderrapantes. MÁRCIA BORGES, assessora de imprensa do Metrô Lentidão Vermelha Uso todos os dias a Linha Vermelha do Metrô. Apesar das promessas de melhoria, a linha é lenta. O trajeto da Estação Penha à República é de 20 a 25 minutos, mas levamos quase uma hora. Entre uma estação e outra, o trem pára, no mínimo, três vezes. O maquinista diz que o motivo da parada é aguardar a movimentação do trem da frente. Prometem sistema de navegação, mais trens, estacionamentos, bicicletários, mas nunca divulgam uma data da adoção desses serviços. MARCELO REZENDE São Paulo O Metrô informa que os trens circulam seqüencialmente um atrás do outro, na mesma linha, protegidos por um sistema de segurança que evita colisões ao fazer a composição parar a uma distância segura do trem da frente. Se o tempo de parada do trem que estiver na plataforma for maior que o previsto, em virtude de interferências provocadas por passageiros ou falha de equipamento, a composição que já foi despachada da estação anterior irá parar no túnel até que a plataforma à frente seja desocupada. As interferências, que comprometem a regularidade de circulação dos trens, resultam de usuários que seguram portas ou que descem à via, de queda de objetos, etc. O Plano de Expansão prevê, para 2010, aumento do trajeto e de vagões, a modernização dos trens e dos sistemas de sinalização das Linhas 1, 2 e 3, além da compra de 33 novas composições, MÁRCIA BORGES, assessora de imprensa Leitor comenta: prometem que 2010 será o grande ano para o Metrô. Mas isso não acaba com os problemas relatados. As queixas são respondidas de maneira superficial, como se as retirassem de um manual. Convido o ouvidor a me acompanhar por uma semana. Haja paciência - 2! Quero solidarizar-me com a sra. Verônica Dubin, com referência à cobrança indevida da Telefônica (17/10, C2). Passei pelo mesmo problema. Cobraram-me quase R$ 250 em débito automático em conta, por dois serviços. O Speedy, que não pôde ser instalado, e o Detecta, que não solicitei. Anexei cópias do laudo dos técnicos, da conta telefônica, com a cobrança indevida, e encaminhei ao Procon da Praia Grande, com a solicitação de que eu fosse ressarcido em dobro do valor cobrado indevidamente, conforme consta no artigo 42 do Código de Defesa do Consumidor. Após alguns dias fui contatado por funcionária da Telefônica, que propôs creditar o valor pago a mais em contas futuras! Não aceitei e disse que queria receber em dobro, citando o Código, caso contrário ingressaria com ação no Juizado Especial exigindo o pagamento em dobro e mais perdas e danos. Ela propôs que eu retirasse cheque no Banco do Brasil. Mas, como o débito das contas de consumo era automático, pedi que a empresa depositasse o dinheiro em minha conta. Após uma semana o valor pago indevidamente foi depositado em dobro. Fica aqui minha sugestão: mostrem à Telefônica que no Brasil há leis e que devem ser respeitadas por todos, em especial por empresa estrangeira. IVANILDO LUIZ DE PONTES Praia Grande As cartas devem ser enviadas para spreclama.estado@grupoestado.com.br, pelo fax 3856-2929 ou para Av. Engenheiro Caetano Álvares, 55, 6.º andar, CEP 02598-900, com nome, endereço, RG e telefone, e podem ser resumidas. Cartas sem esses dados serão desconsideradas. Respostas não publicadas são enviadas diretamente aos leitores.

O Estadao de S.Paulo

22 Outubro 2008 | 00h00

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