Peritos analisam chamadas do celular da namorada de Ubiratan Guimarães

O celular da advogada Carla Cipollina, namorada do coronel Ubiratan Guimarães e principal suspeita de assassiná-lo, foi apreendido na noite de terça-feira, 12,pela Polícia Civil. Na tarde desta sexta-feira, 15, o aparelho foi entregue aos peritos que irão analisar as chamadas e mensagens transmitidas nos dias anteriores e posteriores ao crime. A polícia já não usa o termo "testemunha" para se referir a Carla. Oficialmente, ela não foi indiciada pelo assassinato e ainda é tratada como "objeto de investigação".A mãe de Carla, a advogada criminalista Liliana Prinzivalli, chegou por volta das 15 horas desta sexta-feira, 15, no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na Rua Brigadeiro Tobias, no centro de São Paulo, para entregar os passaportes de sua filha. A advogada atendeu solicitação da polícia depois de a família de Ubiratan suspeitar que Carla pudesse deixar o país a qualquer momento por ter cidadania italiana. Liliana também levou a fita da secretária eletrônica com a gravação da ameaça de morte que teria sido feita às 16h30 desta sexta e está sendo ouvida pelo delegado Armando de Oliveira Costa e Filho, chefe da Divisão de Homicídios. Ela entrou pela porta dos fundos do prédio e não conversou com os jornalistas.O recado gravado na secretária eletrônica do telefone da casa onde as duas mora dizia o seguinte: "Carla Cepollina, você matou, você vai morrer. Vai demorar um pouquinho, mas você vai acertar as contas. Você mexeu com quem não devia. Vai demorar um pouquinho, mas você vai conseguir chegar onde ele está: sete palmos da terra."Sigilo telefônicoA quebra do sigilo telefônico de oito pessoas ligadas ao coronel Ubiratan Guimarães, morto no último fim de semana em seu apartamento nos Jardins, em São Paulo, foi decretada nesta sexta pelo juiz Richard Chequini, do 1º Tribunal do Júri. Entre as pessoas que tiveram o sigilo quebrado, estão a namorada, a advogada, Carla Cepollina, a sua mãe, a também advogada Liliana Prinzivalli e o próprio coronel. A medida atinge 15 linhas, incluindo telefones fixos e celulares, e se restringe a ligações efetuadas entre os dias 1º e 12 de setembro deste ano. A pedido da polícia e do Ministério Público, também foi decretado segredo de justiça no caso. O juiz concedeu prazo de 60 dias para a conclusão das investigações. Com a quebra do sigilo, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) pretende confrontar as ligações entre as pessoas próximas ao coronel e confirmar o horário no qual elas ocorreram no sábado. A polícia quer também, com a quebra do sigilo, descartar a possibilidade do coronel ou outra pessoa ter atendido seus telefones depois das 20h30. Isso porque Carla sustenta que saiu do apartamento por volta desse horário, deixando o namorado vivo.Matéria atualizada às 15h50 para acréscimo de informações

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