Peritos analisarão solo contaminado em Mauá

Oito peritos do Ministério Público Estadual (MPE), da Cetesb, do IPT e de uma empresa privada devem analisar hoje o subsolo do Conjunto Residencial Barão de Mauá. Eles foram convocados pela Promotoria de Justiça da cidade, que, além de saber se os 5.600 moradores correm riscos de saúde, quer conseguir provas para uma eventual ação civil pública.Até quarta-feira os promotores prometem dar sua posição sobre o caso. Se optarem pela ação, ela provavelmente tratará não só de crime contra o ambiente, mas também contra a saúde pública, habitação e o direito do consumidor. "Primeiro queremos saber se há risco iminente ou não para os moradores", afirmou o promotor do Meio Ambiente de Mauá, Marcelo Luiz Barone. "Depois, preservar o patrimônio deles."ReuniãoOs promotores reuniram-se à tarde com a comissão de moradores do conjunto. "Tentamos tranqüilizá-los e explicar que eles não precisam contratar advogado porque o Ministério Público acompanhará o caso", afirmou Barone. Ele disse que, além do inquérito civil instalado pelo MPE, há um inquérito policial em curso na Delegacia de Meio Ambiente de São Bernardo do Campo.No Barão de Mauá, o que os moradores mais querem é que o assunto seja logo esclarecido. Para a professora Patrícia Aparecida da Silva, de 30 anos, a espera dos resultados da perícia é angustiante, mas há muito exagero. "Se eu já cheirei esses gases três anos, que diferença vão fazer três dias?", argumentou Patrícia. "Poluição tem em todo lugar."

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