Peritos buscam foco de incêndio na Kiss; sócio da boate deve ter alta nesta terça

Técnicos começaram na manhã desta terça-feira mais uma varredura no prédio da boate atrás de mais elementos para esclarecer tragédia

Lucas Azevedo, Especial para o Estado

05 Fevereiro 2013 | 11h37

SANTA MARIA - Técnicos do Instituto-Geral de Perícias (IGP) começaram na manhã desta terça-feira, 5, mais uma varredura no prédio da boate Kiss, em Santa Maria, atrás de novos elementos que possam ajudar na elucidação do início do incêndio. A tragédia já vitimou fatalmente 237 pessoas e mantém 85 hospitalizadas - oito tiveram alta entre essa segunda e esta terça, segundo o último boletim. Também está prevista para esta terça a alta médica de  Elissandro Spohr, o Kiko, sócio e gerente da Kiss.

Conforme o diretor do IGP, José Cláudio Garcia, a verificação desta manhã visa especificamente encontrar o local em que o incêndio começou e resquícios do foguete utilizado pelo vocalista da banda em sua ação pirotécnica, chamado de sputnik. O laudo dos peritos será entregue à Polícia Civil, responsável pelas investigações.

Nesta terça, Elissandro Spohr também espera receber sua alta médica. Internado desde o domingo da tragédia, dia 27, no hospital Santa Lúcia, na cidade de Cruz Alta, Kiko deve ser levado ainda hoje para o presídio regional de Santa Maria, onde estão presos seu sócio Mauro Hoffman, o vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos, e o produtor Luciano Augusto Bonilha Leão.

Em entrevista gravada por seu advogado e veiculada na televisão nesse domingo, Kiko negou que na noite da tragédia a boate estivesse superlotada. Entretanto, conforme o número de vítimas e o de atendimentos registrados pela Secretaria de Saúde do RS em decorrência do incêndio, estavam no local no mínimo entre 750 e 800 pessoas, como ressaltou o chefe de Polícia do RS, delegado Ranolfo Vieira Júnior. Oficialmente, a lotação máxima da Kiss deveria ser de 691 pessoas.

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