Peritos encontram sangue no quarto da filha dos Staheli

Perícia realizada nos arredores e na casa da família Staheli indica que os únicos vestígios de sangue encontradas fora do quarto do casal, onde ocorreu o crime, estavam no aposento da filha mais velha, de 13 anos. Peritos localizaram uma mancha no alisar da porta (caixote) e outras três na cama da adolescente, sendo duas no lençol que forrava o colchão e uma terceira no lençol de cobrir. Em depoimento à Justiça, a filha confirmou que foi o irmão de 10 anos quem viu os pais gravemente feridos na cama. Ele a chamou, assustado, e ela foi até o quarto. W. tirou o travesseiro que cobria o rosto do pai, recolheu a irmã caçula, de três anos, que dormia entre Zera Todd e Michelle, e a levou até seu quarto. Ao colocá-la na cama, percebeu que ela também estava suja de sangue. Segundo W., a menina, que foi para o quarto do casal durante a madrugada, tinha pingos de sangue no corpo. W. afirmou que não encostou no pai nem na mãe.Na parede onde estava encostada a cama do casal, havia espirros de sangue até o teto. Elas estavam localizadas do lado direito da cama, onde foi encontrado o corpo de Zera Todd. Segundo o perito do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), Tito Fialho, a altura alcançada pelo sangue indica que os golpes foram dados com muita violência. O casal, principalmente a mulher, pode ter tentado se defender durante o ataque. Ao falar sobre Michelle, Fialho afirmou: ?Houve reação. Excessiva até. Cabelos da vítima feminina foram encontrados na parede (onde a cama estava encostada)?, disse o perito. Ela também apresentava equimoses na mão direta, nas duas coxas e nas canelas. ?São equimoses atípicas?, disse o coordenador-geral de Polícia Técnica, Roger Ancillotti, acrescentando depois que elas podiam ser ?de defesa ou de ataque?. No caso de Zera, foram encontradas equimoses na mão direta. As lesões foram feitas, segundo Ancillotti, por um instrumento corto-contundente, como um ?facão de jardinagem, um machado, um cutelo de cozinha ou uma enxada?. Ele descartou, porém, que a machadinha encontrada na bancada do banheiro da filha seja a arma do crime. O teste feito no objeto com o luminol, que detecta presença de sangue, mesmo lavado, deu negativo. Uma carta da mãe para a filha foi encontrada ao lado da machadinha. O secretário de Segurança Pública, Anthony Garotinho, disse que o conteúdo da carta é segredo de justiça.Ele não quis revelar se há suspeitos e disse que a solução para o crime pode demorar se não houver informações significativas durante o depoimento.De acordo com Fialho, o ataque pode ter sido efetuado de um mesmo lado da cama, o direito. Ele não soube precisar, porém, se mais de uma pessoa participou do crime. Fotos da perícia exibidas hoje mostram que havia muito sangue na cama e vômito no local onde Michelle estava deitada.Para ler mais sobre o crime na Barra da Tijuca: » Depoimento da filha dos Staheli desmente Garotinho » FBI manda investigadores para acompanhar casa Stahelli » Corpo de Michelle Staheli já foi encaminhado para necropsia » Polícia ainda não solicitou sangue de mulher de executivo » Morre Michelle Staheli, a mulher do executivo » Filhos do casal terão que prestar depoimento » Depoimento da filha mais velha tem contradições, diz secretário » Morte cerebral de Michelle Staheli é ?questão de tempo? » Situação de Michelle Staheli é ?extrema?, diz boletim » Polícia quer impedir que filha de executivo deixe o País » Mercado não acredita em ameaças ao executivo americano » Estado da mulher do executivo choca os parentes » Parentes do casal americano chegam ao Rio » Empresário americano podia estar sendo ameaçado

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