Peruche leva histórias em quadrinhos para o Anhembi

Ao som do enredo "Com Maurício de Sousa a Unidos Peruche abre-alas, abre-livros, abre-mentes e faz sonhar", a Unidos do Peruche entrou no sambódromo do Anhembi às 0h50 deste domingo. Maurício de Sousa foi escolhido como tema do samba por representar engajamento na luta por uma vida melhor para a humanidade. A agremiação passou a mensagem da importância da preocupação com cuidados especiais de responsabilidade social, como educação, saúde, cultura e natureza. Com a homenagem ao principal autor de histórias de quadrinhos do Brasil, a escola da Casa Verde quer quebrar o jejum de 40 anos sem título. Décima colocada em 2006, este ano a Peruche veio para a avenida com 3 mil componentes divididos em 24 alas e 5 carros alegóricos. 220 ritmistas, vestidos de Draculino, davam o tom do samba. O carro abre-alas trazia um grande livro, que saudava a imprensa escrita falada e televisada. Os integrantes da comissão de frente viravam as páginas, que tinham o enredo e uma explicação do desfile. Outra atração da escola foi primeiro carro alegórico. Xodó do carnavalesco Augusto de Oliveira, a alegoria trouxe 12 berços, de 8 metros, com os personagens do desenhistas ainda bebê. O segundo carro tinha um palhaço gigante e soltou muito papel prateado. Os temas das alas que se seguiram eram brinquedos e doces de todos os tipos, como pipas, peões, bombons. Os personagens com menos vulto como Jotalhão, Horácio, Penadinho e o Papa-capim também vieram para a avenida. Em outro carro, Matheus, de 7 anos, desenhava os personagens de Maurício de Sousa. O garoto encantou autor, durante os ensaios, por saber desenhar bem todas as suas criações. Depois de prontos, os desenhos eram mandados para o animado público da arquibancada. A bateria do Peruche surpreendeu, os integrantes passaram o recuo e voltaram de costas. Por homenagear as crianças, a escola elegeu uma animada princesinha. O coração da escola quase se complicou quando a ala dos embaixadores, que estava a frente, teve problemas. Os passistas da terceira idade se atrasaram porque uma das cadeira de rodas que levava um integrante quebrou. Africanos, índios, chineses e europeus representavam os civis da turma da Mônica espalhados pelo mundo em outra carro alegórico. Logo atrás, a fantasia da ala era de capas dos gibis de vários países, como o La Pantilla, nome da publicação da Turma da Mônica na Espanha. O homenageado, muito aplaudido durante toda o percurso, veio no último carro que trazia bonecos gigantes dos três principais nomes das histórias em quadrinhos brasileiras, Mônica, Cascão e Cebolinha. A escola terminou o desfile, que animou o público presente no Anhembi, sem atrasos.

Agencia Estado,

18 Fevereiro 2007 | 02h31

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