Perueiros depredam ônibus em SP

A São Paulo Transportes (SPTrans) registrou quatro ocorrências graves no sistema de transporte público da cidade, em função do cancelamento de 226 linhas. Outras oito ocorrências foram resolvidas de imediato. Segundo o diretor de Operações da SPTrans, Maurício Phesin, as linhas com maiores problemas foram Jardim Paulo VI-Santo Amaro e Jardim Umarizal-Socorro, cujos ônibus do tipo bairro-a-bairro não puderam rodar porque perueiros clandestinos impediram a circulação. Pelo menos três veículos da linha Jardim Paulo VI-Santo Amaro foram depredados e a Polícia Militar precisou ser acionada. "Nossa operação foi um sucesso. A ocorrência de problemas foi, inclusive, menor do que sábado", disse o secretário municipal dos Transportes, Jilmar Tatto. "O problema mais grave na linha do Jardim Paulo VI envolve depredações e violência. Isto é banditismo e competência da polícia." Às 11 horas, técnicos da SPTrans farão uma reunião para avaliar a operação no pico da manhã e corrigir eventuais problemas para o pico da tarde. Na zona Leste, o Terminal São Mateus operou sem dificuldades. Somente na região da Fazenda da Juta, passageiros tiveram de esperar mais o ponto por causa da retirada de uma linha que seguia em direção ao centro. Segundo a SPTrans, foi verificado um problema na linha Conjunto José Bonifácio-Metrô Penha, que chegou a ficar algum tempo sem operar, mas a linha está circulando normalmente. Embora tenha tido duas linhas suprimidas, a Cohab I também não teve grandes prejuízos. E, no Metrô Itaquera, os ônibus saem nos horários marcados e não há grandes filas de espera.Movimento tranquilo na zona NorteA mudança das linhas de ônibus não causou tumultos nos terminais da zona Norte. Os terminais Cachoeirinha e Casa Verde tiveram movimento tranqüilo, sem filas e confusões. Funcionários da SPTrans distribuíam aos passageiros folhetos com informações sobre as linhas alteradas. Longe dos terminais, algumas pessoas tiveram dificuldade para pegar as linhas que costumavam usar.Na Avenida Cantídio Sampaio, em Brasilândia, o pintor Fernando Barbosa de Oliveira, de 30 anos, chegou ao ponto de ônibus às 5h45 e, às 6h23, ainda não sabia se o seu ônibus havia mudado de nome ou número. "Nunca esperei mais de 10 minutos."Informações por telefoneO diretor de Operações da empresa informou que a população deve utilizar o telefone 156 para obter informações, pois o 158 está com maior procura. "O 156 tem três vezes mais pontos que o 158, e não tem espera na linha", disse Phesin.

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