Pesquisa do Ibope aponta 44% para Lula e 25% para Alckmin

A pesquisa CNI/Ibope realizada em julho e divulgada nesta sexta-feira mostra que o presidente Luiz Inácio da Silva teria 44% dos votos no primeiro turno, enquanto o candidato tucano Geraldo Alckmin teria 25% das intenções de voto. A senadora do PSOL, Heloísa Helena, ficaria com 11%. O senador Cristovam Buarque (PDT) e Luciano Bivar (PSL) ficaram cada um com 1% das intenções de voto, enquanto José Maria Eymael (PDC) e Rui Costa Pimenta (PCO) não receberam indicação. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais.A CNI explica que a pesquisa não traz a comparação com pesquisas anteriores para primeiro turno porque é a primeira vez que o Ibope utiliza a lista oficial de candidatos a presidente da República. Embora não permita comparações, vale relembrar que na pesquisa de junho Lula tinha 48% das intenções de voto; Alckmin 18% e Heloísa Helena, 5%. Naquela ocasião, faziam parte da lista da pesquisa CNI/Ibope Enéas (Prona), que tinha 2%; Pedro Simon (PMDB), também 2%, além de Cristovam Buarque e Eymael, cada com 1% das intenções. No segundo turno, as intenções de voto do presidente Lula caíram de 53% em junho para 50% em julho, enquanto o candidato Alckmin subiu de 29% para 36%. Os votos brancos e nulos somaram 10% e aqueles que não sabem ou não opinaram são 4%. Na hipótese de um segundo turno com a candidata Heloísa Helena, Lula também teve uma redução nas intenções de voto de 57% para 53%. A senadora subiu de 21% para 30% entre junho e julho. Brancos e nulos somam 12% e os que não sabem ou não opinaram, 5%. RejeiçãoA rejeição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu de 28% em junho para 32% em julho. O candidato tucano Geraldo Alckmin, caiu de 34% para 28%. Já o índice da candidata do PSOL, Heloísa Helena, caiu de 36% para 32%. O senador Cristovam Buarque, candidato pelo PDT, teve alta de 29% para 32%. O candidato José Maria Eymael teve o índice de rejeição de 36%, Luciano Bivar 32% e Rui Pimenta 32%. A Pesquisa CNI/Ibope ainda revela que caiu de 67% para 64% os eleitores que afirmam que votariam com certeza no presidente Lula. Em relação ao candidato Geraldo Alckmin, o número de entrevistados que afirmam que votariam com certeza cresceu de 42% para 52%. Heloísa Helena subiu de 29% para 40%.Avaliação do governoA avaliação do governo Lula teve uma piora e interrompeu um movimento "de ganhos expressivos" registrado desde março deste ano. A avaliação ótimo/bom caiu de 44% em junho para 40% em julho. A avaliação ruim/péssimo se manteve em 19% e a regular subiu de 36% para 40%. Segundo a CNI, a queda nos índices de avaliação atinge de maneira homogênea quase todos os extratos da população. As quedas mais expressivas aconteceram na região Sudeste e na faixa de escolaridade entre a quinta e oitava série do Ensino Fundamental e entre aqueles com idade entre 30 e 39 anos. A pesquisa registra uma melhora na avaliação na região Nordeste e nas faixas de menor escolaridade e renda.A aprovação do governo Lula também caiu de 60% em junho 55% em julho. A desaprovação subiu, por sua vez, de 34% para 36%.Confiança no presidenteA pesquisa CNI/Ibope também registra uma queda na confiança no presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O porcentual dos que afirmaram confiar no presidente caiu de 56% em junho para 52% em julho. Os entrevistados que afirmaram não confiar no presidente subiram de 39% para 43% no mesmo período.A queda na confiança no presidente é maior que a verificada na avaliação do governo. Na comparação entre os governos Lula e Fernando Henrique Cardoso, a pesquisa apresenta uma oscilação dentro da margem de erro. Aqueles que consideram o governo Lula melhor que o de Fernando Henrique caiu de 55% em junho para 54% em julho.O porcentual dos que consideram o governo Lula pior que o de seu antecessor subiram de 18% para 20%, enquanto que aqueles que consideram os dois governos iguais se mantiveram em 23%. Área SocialContinua elevada a aprovação à atuação do governo na área social. Mas os entrevistados pela pesquisa adotam um tom mais crítico nos itens econômicos. Eles aprovam a atuação do governo no combate à fome e à pobreza e nas área de saúde e educação.No entanto, após os recentes casos de violência em São Paulo, aumentou a desaprovação do governo na área de segurança pública. Pela primeira vez, a desaprovação atingiu 71% (61% na pesquisa anterior) ante 24% de aprovação (era de 33% na pesquisa anterior).EconomiaNa área econômica, três dos quatro itens pesquisados indicam aumento da desaprovação. Depois de apresentar saldo positivo na rodada passada, as curvas de aprovação e desaprovação no quesito inflação se invertem. Em junho, 48% aprovavam a atuação do governo no combate à inflação e 43% desaprovavam. Na pesquisa de julho, 48% desaprovam e 42% aprovam a atuação do governo no combate à inflação. No combate ao desemprego, a desaprovação subiu de 52% para 59% e enquanto que a aprovação caiu de 42% para 36% entre junho e julho.A pesquisa mostra ainda que subiu de 75% para 69% a desaprovação ao governo na cobrança de impostos. E caiu de 26% para 22% o porcentual dos que aprovam a atuação do governo na área de impostos.Em relação às taxas de juros, a desaprovação se manteve em 57% enquanto que o índice de aprovação teve uma ligeira queda dentro da margem de erro de 32% para 31%. A pesquisa foi realizada entre os dias 29 e 31 de julho e foi registrada no TSE com o número 12.197/2006.

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