Robson Fernandjes/AE
Robson Fernandjes/AE

''Pesquisas mostram que acertei mais que errei'', diz presidente

Lula cita crescimento da classe média e ensaia crítica à imprensa ao ser questionado sobre balanço de sua sucessão

Leonencio Nossa, O Estado de S.Paulo

30 Outubro 2010 | 00h00

Às vésperas da decisão do segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém as queixas em relação à postura de críticos e opositores. Ontem, ele reconheceu que cometeu erros, mas avaliou que as pesquisas mostraram mais acertos de sua parte. "Devo ter cometido muitos, muitos erros. Agora, pelo reconhecimento da sociedade brasileira, parece que eu cometi um pouco mais de acertos", afirmou." Segundo as pesquisas, parece que eu cometi muito mais acertos do que erros."

Lula avaliou que o País vive momento "excepcional", com crescimento econômico e distribuição de renda. "Temos uma classe média mais robustecida e uma classe média baixa que quer avançar mais e adquirir produtos que antes não podia adquirir", disse. "O Brasil vai chegar ao final do ano com indicadores econômicos de país altamente desenvolvido."

Ao falar da eleição, ensaiou mais uma crítica. Um repórter perguntou qual era o balanço que fazia do processo sucessório. "Na verdade, gostaria de ouvir de vocês uma explicação sobre o processo eleitoral. Eu...", disse, sem completar a frase. "A única coisa que posso pedir ao povo brasileiro é que, no domingo, compareça para votar porque é o momento de escolher quem vai governar este país."

Depois, reclamou do "baixo nível": "Fico triste porque a campanha teve um nível muito baixo." Defendeu sua candidata, a petista Dilma Rousseff - "Dilma foi vítima do preconceito, mostrado de forma arraigada contra a mulher brasileira" - e pediu votos. "Todo mundo vai comparecer para votar, hein. Quem não tiver candidato ainda, estiver indefinido, vote na minha candidata."

Lideranças de partidos aliados do governo e de centrais sindicais, puxadas pelo senador Aloizio Mercadante (PT-SP) e pelo vice na chapa de Dilma, Michel Temer (PMDB), fizeram ontem o evento final da campanha da petista em São Paulo, iniciado com uma caminhada que terminou na Praça da Sé. "Dilma tem 57% das intenções de voto, mas até domingo, por todos os cantos do Brasil, vamos trabalhar para que ela tenha 83% dos votos, como o índice de aprovação do presidente Lula", disse Temer, do alto de um caminhão de som. / COLABOROU RICARDO LEOPOLDO

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