Petista admite saia justa com palanque duplo

SALVADOR

, O Estado de S.Paulo

22 de junho de 2010 | 00h00

O ex-ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima recolheu ontem a artilharia que tem usado contra o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), seu rival na sucessão estadual. O objetivo foi tornar o teste do segundo palanque mais confortável para a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, durante a convenção regional do PMDB.

"Venha quantas vezes quiser à Bahia, porque eu não ficarei olhando se saiu de sua boca uma palavra de mais ou menos carinho", disse Geddel. Dilma retribuiu. Além de não citar Wagner em nenhum momento de seu discurso, elogiou Geddel, referindo-se a seu desempenho como ministro. "Tive a oportunidade de ver o trabalho excepcional realizado por ele", disse a petista.

Os esforços, porém, esbarraram na inevitável pergunta: quem é o melhor candidato? A questão tirou o sorriso da presidenciável. "Você vai me permitir não responder, estou com dois palanques", esquivou-se Dilma. Ela garantiu, porém, que estará nos palanques de todos os candidatos que a apoiarem.

Dilma lembrou o esforço feito para que PMDB e PT fossem aliados na Bahia. "A gente sempre preferiu um palanque só, mas não foi isso que aconteceu."

Segundo Geddel, houve "discordância no projeto para a Bahia". O distanciamento entre PT e PMDB no Estado começou em 2008, quando os petistas deixaram a aliança na prefeitura de Salvador, a cargo de João Henrique Carneiro (PMDB), para lançar candidato próprio. João Henrique foi reeleito, vencendo o Walter Pinheiro (PT) no segundo turno. No ano passado, foi o PMDB que deixou a aliança com Wagner e preparou terreno para a candidatura de Geddel. / T.D.

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