Petista do Dnit tenta negociar permanência, mas Planalto veta

A demissão de mais três servidores foi publicada ontem no D.O.U, sendo dois deles da Valec, que é responsável por ferrovias

Tânia Monteiro e João Domingos / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

21 Julho 2011 | 00h00

O petista Hideraldo Luiz Caron, diretor de Infraestrutura Rodoviária do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), será mesmo demitido. Na tarde de terça-feira ele gastou a sola dos sapatos nos corredores do Palácio do Planalto atrás de apoio para ficar no cargo. Em vão.

O aviso de que não há a possibilidade de ele permanecer na mais importante diretoria do Dnit foi dado pelo ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, ainda na segunda-feira. Desde então, Caron iniciou uma ofensiva para ficar no cargo.

Encontrou, porém, resistência no PR, partido da base mais prejudicado com a crise nos Transportes, que exige a saída do petista. Os parlamentares do PR já fizeram chegar ao ouvido da presidente Dilma que se Caron não for afastado os representantes do partido não pagarão a conta sozinho. Mais: darão o troco. A rebelião anunciada poderá não esperar a volta aos trabalhos do Congresso, em agosto.

Hideraldo, petista e gaúcho, antigo aliado da presidente Dilma no Rio Grande do Sul, foi avisado de que poderá até encontrar espaço em outro setor mas que será impossível mantê-lo no Dnit. Pode ser acomodado no governo gaúcho, comandado pelo petista Tarso Genro.

Mais demissões. O Diário Oficial da União publicou ontem atos com a demissão de mais três pessoas ligadas aos transportes. São eles: Eduardo Lopes, comissionado do Ministério dos Transportes, ligado ao secretário-geral do PR, Valdemar Costa Neto (SP), conforme antecipado pelo Estado de ontem; Cleilson Gadelha Queiroz, gerente de Licitações e Contratos da Valec, dono da FC Transportes, de Brasília; e Pedro Ivan Rogedo, este a pedido. Já foram demitidas 16 pessoas no setor desde a crise que eclodiu no dia 4.

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