Petista e tucano ainda estão no limite do empate técnico

Na média das três últimas pesquisas, diferença a favor de Dilma é de quatro [br]pontos porcentuais

José Roberto de Toledo, O Estado de S.Paulo

03 de agosto de 2010 | 00h00

ESPECIAL PARA O ESTADO

Com 4 pontos de diferença entre eles, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) estão no limite de um empate técnico na média das três últimas pesquisas divulgadas sobre a sucessão presidencial. Mas a candidata petista permanece numericamente à frente do tucano há mais de dois meses.

O gráfico das médias inclui, pela primeira vez, os candidatos dos pequenos partidos, os chamados nanicos. Isso não produziu alterações significativas nas tendências dos favoritos, mas encurtou a série histórica. No cenário com Dilma, Serra e a candidata do PV, Marina Silva, a evolução começava em novembro de 2009. Agora, tudo se inicia em maio.

Como não se pode misturar cenários diferentes no mesmo gráfico, perdeu-se na nova curva o movimento de ascensão de Dilma até empatar com Serra. Desde meados de maio, os dois seguem tecnicamente empatados, com pequenas oscilações na diferença entre eles.

Cabo eleitoral. Embora a curva de Dilma apareça consistentemente à frente da de Serra, ela nunca conseguiu se desgarrar o suficiente para caracterizar uma liderança isolada.

Com a inclusão da pesquisa Ibope/Estado/TV Globo concluída em 29 de julho na conta, e a saída da sondagem do instituto Datafolha de 1º de julho, a distância média entre os dois candidatos aumentou. Se isso vai ou não se tornar uma nova tendência, só será possível saber após as pesquisas Ibope e Sensus a serem divulgadas na quinta e na sexta-feira.

Pelo histórico da corrida presidencial, sempre que Dilma foi exposta ao eleitorado como candidata de Luiz Inácio Lula da Silva ela cresceu, empurrada pela popularidade recorde do presidente. Com o início previsto da propaganda eleitoral compulsória no rádio e na TV a partir do próximo dia 17, os petistas especulam que sua candidata tende a crescer mais.

Os tucanos, por seu lado, lembram que Dilma nunca se expôs em um confronto direto de ideias com seus adversários, e a partir de eventos como o debate entre os presidenciáveis na Band, marcado para esta quinta-feira, a candidata passaria a sofrer desgastes de imagem.

Será possível testar essas hipóteses nas próximas rodadas de pesquisa. Como dizem os especialistas, as sondagens são diagnósticos, não servem para prognosticar o que vai ocorrer na corrida presidencial. Mais do que isso: elas têm prazo de validade. Toda pesquisa é provisória. Só a urna é definitiva.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.