Petista já acumula experiência política

PERFIL

Andrea Jubé Vianna e Rosa Costa / Brasília Evandro Fadel / Curitiba, O Estado de S.Paulo

08 de junho de 2011 | 00h00

Gleisi Hoffmann, ministra da Casa Civil

Como senadora, Gleisi Hoffmann (PT-PR) atuou com destaque na defesa do governo no Congresso. Ela praticamente trabalhava como uma líder do governo. Somada à experiência em cargos de direção em uma estatal e em duas gestões do PT, são essas as credenciais para comandar a Casa Civil e o relacionamento com o Legislativo.

A paranaense de 45 anos tem experiência política - foi candidata ao Senado em 2006 e à Prefeitura de Curitiba, em 2008, antes de ser eleita senadora, no ano passado, além de ter presidido o PT no Paraná - e reúne características técnicas, reforçadas durante o comando da diretoria de Finanças da Itaipu Binacional, cargo que exerceu de 2003 a 2006 - em parte desse período, Dilma Rousseff era ministra de Minas e Energia.

Casada há 15 anos com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, a paranaense forma com o marido uma espécie de "dupla dinâmica" de aliados de primeira hora do Palácio do Planalto. No Senado, Gleisi era tratada como "líder informal do governo", já que fazia intervenções e apartes a favor do governo a todo o momento, sem deixar nenhum ataque da oposição sem resposta.

Ascensão. A atuação aguerrida na defesa do governo deu a Gleisi imediata visibilidade política. O fato de residir em Brasília permitiu que a paranaense fosse presença marcante em plenário, onde era possível encontrá-la de segunda a sexta-feira.

Na semana passada, poucos apostavam que Gleisi poderia ter uma ascensão meteórica na capital federal, mas ninguém duvida da capacidade de ela se apresentar com desenvoltura na defesa de suas posições e das do governo.

Em 2002, Gleisi trabalhou na equipe de transição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela faz parte da corrente majoritária do PT, Construindo um Novo Brasil, a mesma de Lula. Foi na casa da senadora, por sinal, o almoço do ex-presidente com senadores petistas, no dia 24, na segunda semana da crise envolvendo Palocci.

Antes de chegar ao Senado, Gleisi foi secretária extraordinária de Reestruturação Administrativa no primeiro mandato de Zeca do PT no governo de Mato Grosso do Sul, em 1999. Dois anos depois, foi secretária de Gestão Pública de Londrina.

A militância política vem dos tempos de estudante, com os grêmios estudantis e como dirigente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes). O movimento estudantil colocou-a em contato com o PC do B, seu primeiro partido.

Para pagar a faculdade, Gleisi foi trabalhar como assessora parlamentar na Assembleia Legislativa do Paraná e, posteriormente, como assessora do então vereador Jorge Samek, que anos depois, ao presidir Itaipu, a levaria para o cargo de diretora na estatal.

Advogada e mãe de dois filhos, a nova ministra da Casa Civil é mística, espiritualista e vegetariana. Gleisi pratica técnicas de meditação e fez uma viagem à Índia.

Durante o governo Lula, ela e o marido viveram na ponte aérea Brasília-Curitiba. Os filhos de Gleisi e Paulo Bernardo - João Augusto, de 9 anos, e Gabriela Sofia, de 5, mudaram para a capital federal só em 2011, quando o pai foi mantido no governo e a mãe desembarcou no Senado - e, agora, na Esplanada dos Ministérios.

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