Petista não descarta nova tentativa de voltar à prefeitura

Marta ainda carrega em seu discurso a expansão de projetos de sua administração, como os CEUs e o Bilhete Único

Roberto Almeida, O Estado de S.Paulo

09 de dezembro de 2010 | 00h00

Ex-prefeita de São Paulo e agora senadora eleita, Marta Suplicy (PT-SP) embarca em um novo projeto político, mas não descarta voltar a disputar uma posição em São Paulo - seja a prefeitura paulistana, em 2012, seja o Palácio dos Bandeirantes, em 2014. "Não fecho portas na vida, porque já aprendi que o mundo gira", anotou.

Marta ainda carrega em seu discurso os projetos que emplacou quando administrava a capital paulista (2001-2004). Pensa em expandir os Centros de Educação Unificada (CEUs) pelo Estado e aplicar o Bilhete Único para o transporte nas regiões metropolitanas de São Paulo. Mas resume: "Se você me perguntar o que eu penso hoje, é em ser uma boa senadora."

Segundo ela, o PSDB mantém a hegemonia no Estado, que governa há 16 anos e venceu novamente, por "erros" do PT paulista. Na avaliação de Marta, o partido não soube mensurar a influência da mídia na classe média de São Paulo.

"Nunca aprofundamos o peso de uma mídia que raramente é neutra em relação ao PT com a enorme classe média que existe na cidade de São Paulo. Isso tem de ser repensado. Porque essa classe média lê jornal no papel ou na internet e se informa através dessa experiência. Não usa serviços públicos. Nunca aprofundamos no PT essa reflexão", afirmou a senadora eleita.

Kassab. De acordo com ela, a atual administração da prefeitura conduzida por Gilberto Kassab (DEM) é "extremamente medíocre". "E eles trabalham hoje com R$ 30 bilhões (de Orçamento). É um governo hoje que não tem uma marca", avaliou. "Então, nós devemos ter errado muito em nossas campanhas", disse, creditando as derrotas a um "ranço ideológico contra o PT".

No Senado, Marta afirma que trabalhará pela reforma política e tributária. "São prioridades de Dilma", afirmou, repetindo que será braço direito da presidente.

Sobre os sucessivos escândalos da Casa desde a farra dos atos secretos, em 2009, ela prega a moralização. "O grande desafio é "arrumar" o Senado, para que não tenhamos de viver situações como a de hoje, que está nos jornais, do Gim Argello. Isso é inadmissível."

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