Petista nega ter recebido dinheiro de empresas

Paulo Bururu negou ter recebido propina das empresas da merenda durante o tempo em que foi prefeito de Jandira (2001-2009). Ele afirmou ainda desconhecer a existência de superfaturamento do número de refeições para aumentar os pagamentos efetuados à empresas. Bururu foi confrontado pelos promotores com as planilhas de controle dos pagamentos da propina apreendidas ao depor no dia 9 de fevereiro.

Marcelo Godoy e Fausto Macedo, O Estado de S.Paulo

31 Março 2011 | 00h00

Logo depois da morte de seu sucessor na prefeitura, Braz Paschoalin, Bururu liderou uma delegação de políticos petistas da cidade que foram à Secretaria da Segurança Pública pedir mais segurança para Jandira. Bururu não quis contar aos promotores o tamanho de seu patrimônio e se recusou a fornecer dados sobre seus sigilos bancário e fiscal.

Além de preso ontem, o ex-prefeito teve sua casa sequestrada. Os promotores acusam-no de ter comprado o imóvel para lavar dinheiro obtido com as propinas da merenda. Bururu disse ainda que o reajuste do contrato da merenda não serviu para bancar a campanha do Júlio Eduardo de Lima, o Julinho do PT, à sua sucessão, em 2008. Bururu afirmou que um parecer jurídico demonstrou a legalidade do reajuste concedido.

O Estado procurou ainda a empresa SP Alimentação e seu proprietário, Eloizo Durães. Por meio de sua assessoria, a SP Alimentação informou que a empresa "não tem conhecimento do inquérito que tenha precedido" os pedidos de busca e apreensão efetuados ontem em Jandira. "Bem como não tem conhecimento da própria ação judicial ou do que possa ter sido aduzido para que ela (a empresa) fosse envolvida." Por fim, a empresa afirma que se manifestará "tão logo seja instada a fazê-lo pela via judicial".

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