Petista politiza tragédia das enchentes e culpa tucanos

ESPECIAL PARA O ESTADO / ARACAJU

Antonio Carlos Garcia, O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2010 | 00h00

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, politizou a tragédia causada pelas fortes chuvas que assolam cidades de Pernambuco e Alagoas. "Quando acontecem os problemas climáticos, são aqueles que residem em áreas precárias, nos córregos, que sofrem", disse em Aracaju, ao criticar governos passados.

De acordo com Dilma - que participou ontem do encontro estadual no partido na capital sergipana -, os governos dos últimos 20 anos não realizaram trabalhos de drenagem, por isso o caos em que se encontram vários Estados, como foi no Rio de Janeiro e Santa Catarina. "Em 2002 o investimento do governo em saneamento básico foi de R$ 264 milhões. Hoje, nós gastamos essa mesma quantia para fazer saneamento em uma cidade de médio porte."

Segundo a presidenciável, as cidades são obrigadas a impedir que a população se instale em áreas de risco. "O nosso esforço é na metade da década acabar com o déficit habitacional no Brasil, que hoje é 5,8 milhões de habitações", afirmou.

Em Belo Horizonte, a candidata Marina Silva, do PV, discordou da declaração de Dilma e voltou a criticar o governo Lula pela tragédia das chuvas no Nordeste. "Não é falta de programa habitacional, é falta de uma visão que considere os eventos como parte de uma questão ambiental e de mudança climática", afirmou Marina.

Empregos. Sobre o crescimento nas pesquisas do Ibope à frente do tucano José Serra, Dilma avaliou que a campanha vai bem. "Entramos numa era de crescimento econômico", afirmou, citando a criação de 1,2 milhão de empregos nos cinco primeiros meses do ano. "Sabemos governar, enfrentar os problemas e apontar soluções." / COLABOROU EDUARDO KATTAH

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