Petistas avaliam alianças com DEM, PSDB e PPS

A cúpula do PT vai aprovar resolução que abre brechas para alianças com partidos de oposição, nas eleições de 2012, em cidades onde essas siglas não forem hostis ao governo de Dilma Rousseff. A proposta sobre tática eleitoral, que será apresentada hoje à Executiva do PT, em reunião no Rio, menciona explicitamente o PSDB, o DEM e o PPS.

Vera Rosa / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

04 Agosto 2011 | 00h00

Não é a primeira vez que o PT autoriza ou fecha os olhos para acordos com adversários durante as eleições. Em 2008, por exemplo, na disputa pela Prefeitura de Belo Horizonte, os petistas vetaram a aliança costurada pelo então prefeito Fernando Pimentel - hoje ministro do Desenvolvimento - com o governador Aécio Neves (PSDB), eleito senador - para apoiar Márcio Lacerda (PSB). Depois de muita polêmica, no entanto, a direção do PT lavou as mãos. Lacerda foi eleito.

O presidente do PT, Rui Falcão, e o secretário de Organização do partido, Paulo Frateschi, conversaram com Dilma ontem à noite, no Palácio do Planalto.

Na prática, a proposta que prevê coligações com a oposição atende à política do pragmatismo recomendado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Em determinadas situações, precisamos juntar todos os diferentes para enfrentar os antagônicos", disse o ex-presidente.

Lula não quer prévias no PT, para a escolha de candidatos, nas capitais consideradas estratégicas. Seu argumento, em conversas reservadas, é de que esse mecanismo traz desgaste. Além disso, Lula acha que uniões com partidos adversários podem ser aceitas em determinadas cidades, já que em muitas delas o PSDB e até o DEM não são inimigos e governam com o PT. Em setembro, o PT realizará um congresso no qual baterá o martelo sobre a política de alianças para 2012 e deve endurecer as regras para prévias.

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