Petistas buscam falhas da gestão tucana em SP

PSDB prepara reação com cifras recordes de investimentos em obras para melhorar o caótico trânsito da cidade

, O Estado de S.Paulo

21 de abril de 2010 | 00h00

O PT escolheu cinco pontos que considera "frágeis" do PSDB, há 15 anos no comando do governo de São Paulo, para explorar e tentar eleger o senador Aloizio Mercadante governador. No documento de diretrizes de campanha, o PT apontará falhas do rival em saúde, educação, segurança, transporte e desenvolvimento regional.

O documento do PT está previsto para ser discutido e aprovado ainda esta semana. Já o programa de governo dos tucanos ainda está em fase inicial de gestação, mas o PSDB adianta que vê nos setores apontados pelo PT vitrines estratégicas que reforçam o discurso da continuidade em São Paulo.

"O PSDB está dando sinais de desgaste no governo de São Paulo. O dinamismo econômico poderia ser melhor, a educação está medíocre e a segurança pública é lamentável", afirma o coordenador da campanha de Mercadante, prefeito de Osasco, Emídio de Souza (PT).

O líder do PSDB na Assembleia, Celso Giglio, reage: "Não tem cansaço nenhum. Se tivesse, as pesquisas trariam outros indicadores".

Na educação, o PT pretende centrar as críticas na recente greve dos professores e na política de bônus salariais condicionada à aprovação em exames. "Aqueles que não conseguem 20% de aumento em provas de avaliação só podem prestar outra a cada 4 anos. Isso dividiu os professores", diz Mercadante. Os tucanos consideram a política de bônus por mérito um dos maiores acertos da atual gestão. "Instituímos a meritocracia", diz Giglio.

Rodoanel. Na área de transportes, o PT apontará falhas e atrasos na ampliação do metrô e na obra do Rodoanel. O contraponto do PSDB virá com cifras recordes de investimentos - R$ 24 bilhões só em metrô e trens. E na indagação de por que o PT não ajudou a investir no metrô quando governou a capital paulista.

Na segurança, a aposta de Mercadante é explorar as paralisações e ameaças de greves e indicadores sobre criminalidade no interior. Os tucanos acusam o adversário de "distorcer" dados sobre violência e informam que apenas no governo Serra os homicídios reduziram 27% no Estado.

Na saúde, Mercadante acusa o Estado de não assinar convênios com a União para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). "São Paulo não tem uma relação republicana na saúde." A Secretaria de Estado da Saúde, em nota, informou que o acordo sobre o Samu prevê que o Estado entre com a rede hospital./ ANNE WARTH, GUSTAVO PORTO e SILVIA AMORIM

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