Petistas convencem Palocci a disputar vaga na Câmara

O PT de São Paulo decidiu incluir o nome do ex-ministro Antonio Palocci na lista de candidatos a deputado federal que será oficializada hoje na convenção do partido. Para convencer Palocci a concorrer, a direção do PT fez dois acertos: ele terá mais tempo de televisão e contará com o apoio de prefeitos de prestígio, que funcionarão como cabos eleitorais.

Malu Delgado, O Estado de S.Paulo

26 de junho de 2010 | 00h00

Palocci havia comunicado ao PT que não concorreria por estar totalmente dedicado à coordenação da campanha de Dilma Rousseff (PT) à Presidência. Para o partido, porém, a participação do ex-ministro na eleição passou a ser estratégica.

O comando petista acredita que Palocci pode puxar votos para a legenda em São Paulo e aumentar o potencial eleitoral da bancada. Além disso, a candidatura do tesoureiro da campanha de Dilma, José Di Filippi Júnior, ex-prefeito de Diadema, pode ser inviabilizada pela Lei da Ficha Limpa. O ex-prefeito tem condenação do Tribunal de Justiça de São Paulo por contratação de empresa sem licitação na prefeitura. Ele ainda analisa o caso juridicamente.

Nos cálculos do PT, sem Palocci e sem Filippi - nome forte em Diadema - , a sigla poderia perder cerca de 500 mil votos.

Ministério. Ainda que o nome de Palocci seja automaticamente lembrado para um eventual ministério de Dilma, o PT acha fundamental fortalecer a bancada paulista na Câmara. Além disso, por sua experiência no Legislativo e no Executivo, Palocci teria um poder de articulação política no Congresso como poucos parlamentares.

Dilma, aliás, tem ouvido bastante os conselhos de Palocci e é ele quem a conduz ao "mercado", ou seja, a apresenta a empresários, empreiteiros e banqueiros. Nesse circuito, ele não só tem credibilidade como é bastante respeitado.

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