Petistas descartam ''cara de governo velho''

Petistas ligados à cúpula do governo de transição defenderam a mudança de titulares, ainda que o ministério permaneça sob controle do mesmo partido. Dizem que é preciso mudar os nomes, senão fica com "cara de governo velho". É um governo de continuidade, mas não pode ser igual ao do Lula, enfatizam.

ANDREA JUBÉ VIANNA, O Estado de S.Paulo

13 Novembro 2010 | 00h00

A crítica tem endereço certo: dirigentes partidários que pleitearam, nas conversas com o presidente do PT, José Eduardo Dutra a manutenção dos espaços que ocupam atualmente na Esplanada. Dutra foi escalado pela presidente eleita, Dilma Rousseff, para fazer a interlocução com os partidos aliados.

Recondução. Não é segredo, por exemplo, que o PR se movimenta para reconduzir o presidente da sigla, senador Alfredo Nascimento (AM), ao comando do Ministério dos Transportes. Da mesma forma, o PDT deseja manter no posto o presidente da legenda e ministro do Trabalho, Carlos Lupi.

Já o PMDB gostaria de preservar o ministro Wagner Rossi - da cota pessoal do vice-presidente eleito, Michel Temer - na pasta da Agricultura. Também o senador reeleito Edison Lobão (PMDB-MA) é cotado para reassumir o Ministério de Minas e Energia.

No caso de "ministérios periféricos" - que não compõem o núcleo duro do poder (como Fazenda, Planejamento e Casa Civil) -, setores do partido dizem que não justifica manter o mesmo ministro, ainda que o órgão permaneça sob comando da mesma legenda. Uma das possibilidades bem é que o Ministério do Trabalho continue com o PDT.

Não há resistência à eventual permanência dos ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Paulo Bernardo, nos respectivos cargos. A justificativa é de que não se tratam de pastas periféricas, mas de postos estratégicos. A avaliação é de que esses quadros do PT demonstraram competência e lealdade à frente dos cargos, além de desfrutarem da confiança da presidente eleita.

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