Petistas preparam lançamento de Mercadante em SP

Líderes do PT paulista encerraram a semana abrindo o caminho para que o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) formalize em breve sua intenção de disputar o Palácio dos Bandeirantes em outubro. Ainda sem data marcada, o anúncio deverá ocorrer no máximo até o início de abril, segundo estimativa de dirigentes da sigla.

Clarissa Oliveira, O Estadao de S.Paulo

20 de março de 2010 | 00h00

O primeiro a declarar formalmente que está fora do páreo para concorrer ao governo paulista foi o prefeito de Osasco, Emidio de Souza, que sacramentou a decisão em um ato organizado na noite de ontem, na capital paulista. Na chegada, disfarçou apontando como motivo de sua saída da disputa o fato de estar sujeito ao prazo de desincompatibilização, no próximo dia a 2 de abril. Em seguida, admitiu que o partido entendeu que o melhor caminho seria lançar Mercadante para a vaga.

Em tom de brincadeira, Emidio comparou a situação do senador à do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), que admitiu ontem sua intenção de concorrer ao Palácio do Planalto. "A situação do Serra é igual à situação do Mercadante. Só falta discutir a hora em que eles farão o anúncio formal da candidatura."

Além de bater o martelo no nome de Mercadante para o governo, o evento ajudou a firmar também a ex-prefeita Marta Suplicy como o nome do PT para o Senado. Em viagem ao exterior, ela encaminhou por escrito uma mensagem a Emidio. "Dilma, Mercadante e eu precisamos de pessoas como você à frente das nossas campanhas", afirmou Marta, na carta, dando a receita do palanque que será montado para a candidatura presidencial da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Antes de Mercadante anunciar a candidatura, o PT ainda deverá afinar o discurso com o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), pré-candidato declarado ao Palácio dos Bandeirantes. Segundo petistas, ele já teria se comprometido com o colega de Senado a não disputar internamente a vaga. Ontem, entretanto, Suplicy dizia ainda esperar uma conversa com a direção partidária e pedia "respeito" à sua pré-candidatura. "Estou aberto ao diálogo, mas espero ser ouvido pela direção partidária", disse Suplicy.

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