Petistas se irritam com perguntas sobre a crise

Para o titular da Justiça, há muita fumaça e pouca fagulha contra Palocci; Paulo Bernardo dribla [br]jornalistas no Uruguai

Ariel Palácios, O Estado de S.Paulo

31 de maio de 2011 | 00h00

ENVIADO ESPECIAL A MONTEVIDÉU

A crise envolvendo o ministro Antonio Palocci já deixa os titulares do governo irritados com a imprensa. O ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, defendeu ontem o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, argumentando que o caso protagonizado pelo colega "é muita fumaça e pouca fagulha". Durante as breves horas em que esteve na capital uruguaia acompanhando a presidente Dilma Rousseff, Cardozo - questionado se considerava que a crise que envolve Palocci se dilui, disse: "Nunca achei que ela ficou complexa".

Ao contrário de Cardozo, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que também integrava a comitiva ao Uruguai optou por driblar comentários sobre Palocci e irritou-se com a abordagem de jornalistas. "Se a agenda de vocês é o Palocci, eu não tenho nada a comentar. Estou com fome e vou almoçar."

Na sequência, o ministro atravessou celeremente o cerco jornalístico e dirigiu-se por um corredor rumo ao salão do almoço. No entanto, ao escapar rapidamente da imprensa, tropeçou em uns cabos no chão. Exibindo agilidade, deu uma complexa pirueta no ar e caiu em pé. Sem titubear, seguiu para o salão.

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