Petrobras, em nota, responde a críticas de FHC

As declarações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sobre a Petrobras nesta terça-feira, em uma entrevista à rádio CBN, provocaram uma reação negativa por parte da empresa. Em nota, a Petrobras contestou o que chama de "insistentes declarações político-eleitoreiras" sobre o desempenho da companhia e, especialmente, relativa às declarações do ex-presidente. Ele teria dito que não via problemas em privatizar a Petrobras, mas no final da tarde divulgou nota em que corrigia a informação (veja mais ao lado)."(Estas informações) têm claro propósito de confundir a opinião publica e difundir informações injuriosas e equivocadas, como as registradas hoje pelo ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso e, recentemente, pelo vice-governador de São Paulo, Alberto Goldman, e pelo ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros", diz a nota.A Petrobras alega ainda que "ao contrário do que insinuam, revelando má-fé e desinformação", é uma companhia cujo principal sócio é o governo brasileiro, "que tem alcançado, desde janeiro de 2003, sucessivos recordes, não apenas em relação aos lucros como também nas áreas tecnológica, de refino e exploração e produção".Em nome da direção da estatal, a nota detalha inúmeros fatos que caracterizam o "sucesso e o profissionalismo de seus empregados e de seus executivos". Entre eles, o fato de, pelo segundo ano consecutivo, a Petrobras ter conquistado recorde de processamento nacional de petróleo ou ainda que a produção no Brasil e Exterior cresceu, desde 2003 até setembro último, a uma taxa de 6% ao ano. A nota destaca ainda que a empresa teve um aumento do lucro líquido entre 2004 e 2005 de 68,8% e lembra que hoje é considerada uma das 11 companhias mundiais de petróleo e gás e uma das seis empresas brasileiras mais sustentáveis."Tais informações são estrategicamente importantes para a Petrobras e seus acionistas. Contudo, a companhia lamenta que, apesar de absolutamente evidentes, sejam flagrantemente ignoradas ou distorcidas por alguns para atender unicamente a objetivos eleitoreiros", finaliza a nota.

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