Petrobrás vai financiar reforma dos piscinões do Rio

A Petrobrás e o governo do Estado do Rio assinaram nesta terça-feira três convênios, em um valor total de R$ 8,9 milhões, para manutenção e melhorias nos piscinões de Ramos e São Gonçalo. O piscinão de Ramos, menina-dos-olhos do governo Anthony Garotinho, estava abandonado desde março, com o fim do convênio entre o governo estadual e a ONG Viva Rio para gerir os recursos da Petrobrás. A governadora Rosinha Matheus garantiu que o piscinão de Ramos será reaberto no início de julho. A limpeza do lago artificial foi iniciada há uma semana, com a troca dos 24 milhões de litros de água e de 500 metros cúbicos de terra do fundo da piscina. O mau-cheiro da água era uma das reclamações dos freqüentadores, cujo número vem se reduzindo drasticamente devido à falta de manutenção e à violência nas favelas vizinhas. A manutenção do piscinão de Ramos vai custar à estatal R$ 3,89 milhões em um prazo de dois anos. Outros R$ 2,36 milhões, pelo mesmo prazo, serão destinados à manutenção do piscinão de São Gonçalo, que deve ser inaugurado em 90 dias. O terceiro convênio refere-se à construção de passarelas sobre a BR 101 para acesso dos freqüentadores ao parque de São Gonçalo, a um custo de R$ 2,65 milhões. A Petrobrás participou financeiramente da construção dos dois piscinões, para compensar os prejuízos causados pelo derramamento de 1,3 milhão de litros de óleo na Baía de Guanabara, em 2000. O custo das duas obras chega a R$ 19 milhões. Os convênios foram assinados ontem pela governadora Rosinha Matheus e o presidente da Petrobrás, José Eduardo Dutra. Um dos objetivos é tornar os parques auto-sustentáveis, sem necessidade de novos aportes para manutenção. O governo do Estado vai destinar R$ 204 mil para contratar uma empresa que elabore um projeto de sustentabilidade dos piscinões.

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