Petrópolis confirma morte por leptospirose

A prefeitura de Petrópolis confirmou a primeira morte por leptospirose desde que a cidade foi atingida por fortes chuvas, no fim do mês passado. A vítima é Luiz Carlos de Souza, de 51 anos, morador do bairro Bingen, um dos mais atingidos pelos temporais. Souza foi internado em quatro de janeiro e morreu dois dias depois. Ele desenvolveu a forma hemorrágica da leptospirose. Em todo o município, quatro pessoas tiveram a doença confirmada. Uma delas, uma mulher, permanece internada. Seu estado de saúde é estável. Há 21 casos suspeitos.Desde o início dos temporais em Petrópolis, 29 moradores apresentaram sintomas da leptospirose - febre, dor no corpo, principalmente na panturrilhas, mal-estar e icterícia. Somente quatro casos foram descartados, até agora. A doença é transmitida pelo contato com a urina do rato ou outro animal infectado. Nos casos de enchente, a urina se espalha, podendo provocar epidemias. Os sinais da doença aparecem em média de sete a 10 dias depois do contato com a bactéria leptospira. Nos casos mais graves pode haver comprometimento hepático e renal do paciente. O prefeito de Petrópolis, Rubens Bontempo, disse que 70 pessoas trabalham em programas de desratização, para evitar a disseminação da lepitospirose. Elas foram contratadas em caráter de emergência depois do temporal ocorrido no Natal, junto com outros mil funcionários - estes, encarregados da limpeza e reconstrução das áreas destruídas por enxurradas. "Formamos uma frente emergencial de trabalho e 70 pessoas foram contratadas para reforçar o programa de desratização", afirmou.Hoje, os funcionários da prefeitura voltaram às ruas para o trabalho de limpeza e contenção de encostas. Choveu forte no fim da tarde de segunda-feira, e houve registro de 14 deslizamentos de barreira. A Defesa Civil recebeu 58 chamadas. A mais grave ocorreu no bairro da Taquara, onde parte de uma casa foi destruída por deslizamento de terra. Também houve desabamento de um muro na Rua São Judas Tadeu, na Masela e quedas de barreira no bairro Duarte da Silveira. Ninguém ficou ferido. Seis famílias foram desalojadas na noite de segunda-feira. O número de desabrigados no município é de 850. Para esvaziar as escolas que têm funcionado como abrigo, o prefeito Bontempo anuncia hoje um pacote de medidas para ajudar quem perdeu a casa na enchente. A prefeitura pagará um "aluguel social" durante seis meses.Em Belfordo Roxo, na Baixada Fluminense, o nível da água atingiu um metro de altura em algumas ruas. A Defesa Civil do município recebeu apenas 11 chamadas. Houve deslizamento de terra no bairro Solidão e queda de muro em Heliópolis. O Canal do Outeiro transbordou, mas casas não chegaram a ser atingidas pela água.Voltou a chover nesta tarde na Baixada Fluminense, mas a Defesa Civil não registrou ocorrências. O Insituto Nacional de Meteorologia prevê tempo nublado e chuva para o fim da tarde de amanhã.

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