Pezão cobra rigor e transparência nas investigações sobre morte de dançarino

Mais cedo, a mãe de Douglas, Maria de Fátima Silva, havia recusado convite para se encontrar com Pezão no Palácio Guanabara, sede do governo estadual

Thaise Constâncio, O Estado de S. Paulo

25 de abril de 2014 | 16h10

RIO - O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), afirmou que as investigações sobre a morte do dançarino Douglas Rafael da Silva Pereira, o DG, serão feitas com rigor e transparência pela Polícia Civil. No entanto, é preciso esperar os resultados dos laudos e os depoimentos dos dez policiais envolvidos no caso, afirma. As investigações são conduzidas pelo delegado Gilberto Ribeiro, da 13ª Delegacia de Polícia (Copacabana).

"Não vamos prejulgar, vamos dar a chance aos policiais de se defenderem, darem seus depoimentos. Não vamos acobertar nenhuma irregularidade", disse. Repetindo as palavras do secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, Pezão acrescentou que "se tivermos que cortar na própria carne, cortaremos. A família pode confiar no nosso empenho em chegar aos envolvidos".

O governador lamentou a morte de DG e disse estar solidário com a família do dançarino. "É lamentável. Eu me solidarizo com a mãe do Pereira, com a família dele. Para nós, que somos pais, é inimaginável perder um filho. É um sofrimento, uma angústia para todos. Reafirmo que a família pode confiar no nosso empenho."

As declarações foram dadas na sede da Fecomércio, no bairro do Flamengo, zona sul do Rio, na manhã desta sexta-feira, 25. Mais cedo, a mãe de Douglas, Maria de Fátima Silva, de 56 anos, havia recusado o convite para se encontrar com Pezão no Palácio Guanabara, sede do governo estadual, em Laranjeiras, zona sul.

"Eu não vou ao Palácio (Guanabara). O governador está querendo se projetar em cima da imagem do meu filho. Mas não vou deixar nenhum político fazer isso. Existem outros crimes iguais ao do meu filho que não foram solucionados".

Despedida. Pereira foi enterrado na tarde desta quinta-feira, 24, no cemitério São João Batista, em Botafogo, zona sul, sob aplausos, fogos e gritos de "fora UPP" e "polícia assassina". Moradores do morro Pavão-Pavãozinho, onde ele morou na infância, fizeram uma passeata do cemitério até o morro que terminou em conflito com policiais militares.

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