Pezão deve atender reivindicação de policiais civis, mas não dá prazo

Após negociação com sindicato, governador do Rio de Janeiro disse que considera justa a incorporação de benefício de R$ 850 a salários

Luciana Nunes Leal, O Estado de S. Paulo

22 Maio 2014 | 13h50

RIO - Em reunião de duas horas e meia com representantes dos policiais civis, em greve há dois dias, o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), prometeu nesta quinta-feira, 22, atender a principal reivindicação de incorporação aos salários de um benefício de R$ 850. No entanto, o governador disse que precisa fazer estudos sobre o impacto nas contas do Estado e não se comprometeu com uma data para o início do pagamento.

"É um pleito justo que eles fazem há 12 anos. Quero atender essa incorporação da gratificação, mas tenho que ver os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal, não podemos perder as conquistas que alcançamos nos últimos sete anos", afirmou o governador.

Segundo Pezão, os profissionais da área de segurança tiveram reajuste de 11,16% em março deste ano e, nos últimos sete anos, o aumento total nos salários de bombeiros, policiais civis e militares e agentes penitenciários foi 147%. "Eles tiveram conquistas que nenhuma categoria no Estado têm".

O governador prometeu mandar em junho um projeto de lei para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) com propostas de reajustes de policiais civis, médicos e professores do Estado. Pezão disse que a conversa com os policiais foi "muito boa", embora os sindicalistas tenham saído demonstrando insatisfação e sem falar com a imprensa.

Pezão afirmou que "não há razão para greve" e que espera a retomada dos trabalhos dos policiais civis em breve.

No início da tarde desta quinta-feira, os grevistas se reúnem na Cidade da Polícia, unidade que reúne as delegacias especializadas, no bairro do Jacaré, na zona norte da cidade, para definir os rumo da greve.

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