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PF abre sindicância para apurar operação que causou morte de João Pedro

Operação foi realizada pela Polícia Federal com apoio das polícias Civil e Militar do Rio; Segundo a família e testemunhas, policiais chegaram atirando à casa onde João e amigos estavam

Fabio Grellet, Rio

21 de maio de 2020 | 16h17

RIO - A Polícia Federal no Rio de Janeiro anunciou nesta quinta-feira (21) que instaurou sindicância para apurar a participação dos policiais federais na operação que resultou na morte do adolescente João Pedro Mattos Pinto, de 14 anos, em São Gonçalo (Região Metropolitana do Rio), na última segunda-feira (18).

A operação foi realizada pela Polícia Federal com apoio das polícias Civil e Militar do Rio. O objetivo era cumprir dois mandados de busca e apreensão numa investigação contra o suposto líder do tráfico na região. Os alvos não foram localizados e ninguém foi preso.

Segundo a família e testemunhas, policiais chegaram atirando à casa onde João e amigos estavam, na praia da Luz, em Itaoca. O rapaz foi atingido na barriga e levado para um helicóptero da polícia, de onde partiu inicialmente para o heliponto da Lagoa, na zona sul do Rio. Ao chegar, os policiais constataram que o adolescente estava morto, e então levou o corpo para o Instituto Médico-Legal (IML) de São Gonçalo. Parentes passaram a noite procurando o adolescente em hospitais e só acharam o corpo 17 horas depois, no IML.

A morte é investigada pela Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo. Segundo informações preliminares, foram agentes da Polícia Civil que entraram na casa onde a vítima estava.

Segundo a PF, na quarta-feira (20) a Superintendência Regional no Rio de Janeiro instaurou sindicância no âmbito de sua Corregedoria para apurar “a dinâmica de atuação dos policiais federais”. A PF informou ainda que está acompanhando o inquérito instaurado pela Polícia Civil e “prestará todas as informações e apoio necessário à elucidação dos fatos que resultaram na morte do adolescente”.

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